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Gaviões da Fiel se diz 'a favor' de protestos em São Paulo

15 jun 2013
12h31
atualizado às 12h41
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A Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do Corinthians, divulgou nota no final da noite desta sexta-feira, em seu site oficial e também na página do grupo no Facebook, uma nota em que se diz “a favor” dos protestos realizados em São Paulo contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo.

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Na nota, a Gaviões da Fiel diz acreditar que o povo “tem que lutar pelos seus direitos, em um País democrático onde a população está exercendo o seu dever de cidadão”. “Mas deixamos bem claro que cada um responde pelos seus atos e a entidade não está chamando ninguém para ir ao protesto, pois qualquer veiculação com o nosso nome poderá ser usado contra nós que somos uma torcida organizada, que já sofre por inúmeras retaliações.”

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho , vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho . A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

Haddad, havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Fonte: Terra

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