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Repórteres da Folha levam tiros de borracha no rosto em protesto

Fotógrafo do Terra foi preso no início da manifestação contra aumento das passagens do transporte em SP

13 jun 2013
21h33
atualizado às 23h27
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O jornal Folha de S.Paulo anunciou que sete repórteres da empresa foram atingidos, sendo que dois levaram tiros de balas de borracha no rosto, nos protestos ocorridos em São Paulo na noite desta quinta-feira. Segundo o veículo, os jornalistas atingidos com tiros são Giuliana Vallone e Fábio Braga.

Uma imagem que seria da repórter com o olho inchado após o tiro circula nas redes sociais. O jornal também cita uma testemunha que teria visto um policial "mirar e atirar covardemente" na repórter. Segundo a Folha, o fotógrafo Fábio Braga foi atingido por dois disparos.

Na edição de hoje, o jornal publicou um editorial chamado 'Retomar a Paulista', no qual cobra ação da Polícia Militar para conter os protestos. "No que toca ao vandalismo, só há um meio de combatê-lo: a força da lei", afirma o texto.

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O fotógrafo do Terra Fernando Borges foi detido à tarde pela Polícia Militar enquanto cobria a manifestação. Ele portava crachá de imprensa, equipamento fotográfico de trabalho e se apresentou como jornalista, mas foi levado pelos policiais. Ele passou 40 minutos detido junto com outros manifestantes, de frente para a parede, com as mãos nas costas e a cabeça baixa, mas acabou sendo liberado.

Os policiais revistaram os pertences e documentos dos detidos, e só liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre", que é usado como "antídoto caseiro” contra os efeitos da bomba de gás lacrimogêneo. Alguns profissionais de imprensa utilizam o produto para conseguir trabalhar registrando as imagens do protesto.

Além dele, o repórter Piero Locatelli, da revista CartaCapital também foi detido. Segundo a publicação, ele foi preso enquanto fazia a cobertura das manifestações. O repórter do jornal Metro, Henrique Beirange, foi atingido por um jato de spray de pimenta, enquanto cobria a manifestação. "Jogaram spray de pimenta de forma aleatoria contra os jornalistas. Isso é um absurdo. A gente está aqui trabalhando", protestou.

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Jornalistas que estavam trabalhando no local estudam acionar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Terra

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