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EUA: vigilância impediu dezenas de ataques terroristas, diz diretor da NSA

12 jun 2013
16h40
atualizado às 17h28
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Alvo de intensas críticas desde que foi tornado público seu projeto de monitoramento secreto, a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) foi defendida nesta quarta-feira pelo seu diretor, o general Keith Alexander. Falando perante uma comissão do senado americano, o chefe do poderoso órgão de inteligência dos Estados Unidos disse que sua agência leva os direitos civis a sério e afirmou que a vigilância exercida do órgão sobre a população impediu "dezenas de ataques terroristas".

O general Keith Alexander, diretor da NSA, durante audiência no senado dos Estados Unidos: defesa da vigilância
O general Keith Alexander, diretor da NSA, durante audiência no senado dos Estados Unidos: defesa da vigilância
Foto: AP

A NSA se tornou alvo de uma polêmica depois que Edward Snowden, um ex-funcionário do órgão, denunciou o Prism, um programa da agência responsável pelo monitoramento da população através de telefones e da internet. Muitas empresas de telecomunicações estariam envolvidas. O presidente americano, Barack Obama, defendeu as escutas em nome da preservação da liberdade e da segurança geral da nação e garantiu que a NSA não escuta conversas da população. Uma auditoria interna foi aberta para avaliar os danos das declarações de Snowden.

"É confidencial, mas eles ajudaram a evitar dezenas de eventos terroristas", disse o general, referindo-se tanto a ataques tanto internos como no exterior. "Dada a natureza de nosso trabalho, obviamente, poucas pessoas fora dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estão a par dos detalhes do que fazemos ou sabem que operamos todos os dias sob diretrizes rígidas e com um dos regimes de supervisão mais rigorosos do governo americano", afirmou.

"Quero que os americanos saibam que estamos sendo transparentes", ressaltou, garantindo que a NSA e outras agências governamentais estão "profundamente comprometidas com o cumprimento da lei e com a proteção dos direitos de privacidade", mesmo que os detalhes das operações sejam confidenciais. Ele frisou que a NSA trabalha para oferecer mais informações aos legisladores e ao público. "Operamos de forma a garantir que mantenhamos a confiança dos americanos, porque esta confiança é um requisito sagrado", disse.

A audiência de Alexander no senado sobre o tema ciberterrorismo já anterioramente prevista, mas acabou por se tornar a primeira manifestação pública do general e chefe do serviço após o estouro do escândalo.

Com informações das agências AP e AFP e da rede CBS.

Fonte: Terra
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