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Obama propõe reforma política e econômica na Líbia

20 mar 2011 12h18
| atualizado em 22/3/2011 às 11h19
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O presidente americano, Barack Obama, propôs uma reforma política e econômica para conseguir estabilidade na Líbia e Oriente Médio e assegurou que seu país manterá seu compromisso com a segurança, em entrevista à imprensa chilena divulgada neste domingo.

Veja ataques da coalização internacional contra a Líbia:

"Acreditamos que o status quo é insustentável. Apenas haverá estabilidade real na região se houver um processo de reforma política e econômica. Mantemos nosso compromisso com a segurança na região", disse Obama na entrevista publicada pelo jornal El Mercurio.

Obama completou que as últimas revoltas iniciadas na Líbia e no Oriente Médio são um "momento promissor", já que, na opinião dele, "as pessoas buscam respeito aos direitos universais. Os EUA acreditam que isso seja positivo".

"Esses são os direitos que defendemos em todo lugar, seja no Egito ou no Irã; na Líbia ou na Tunísia", afirmou Obama, que desde sábado está em visita ao Brasil como parte de uma viagem pela América Latina que na segunda-feira o levará ao Chile e, na terça-feira, a El Salvador.

Obama autorizou no sábado, em meio à visita ao Brasil, uma ação militar limitada das forças americanas na Líbia contra o regime de Muammar Kadafi, junto a outros países europeus como Grã-Bretanha e França. A decisão foi tomada depois da resolução de quinta-feira do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que autorizaram o uso da força contra as tropas de Kadafi para deter os ataques contra redutos rebeldes nesse país.

Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.

Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Menos de 48 horas depois, enquanto os confrontos persistiam, França, Reino Unido e Estados Unidos iniciaram ataques. Mais de mil pessoas morreram, e dezenas de milhares já fugiram do país.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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