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Crise no Egito: Abbas expressa solidariedade a Mubarak

29 jan 2011
12h12
atualizado às 13h54
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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, ligou para o presidente egípcio Hosni Mubarak neste sábado para expressar sua "solidariedade", dizendo esperar que o Egito supere em breve a crise.

Manifestantes destróem e queimam veículos estacionados em frente à sede do Partido Nacional Democrata
Manifestantes destróem e queimam veículos estacionados em frente à sede do Partido Nacional Democrata
Foto: EFE

"O presidente Mahmud Abbas telefonou para o presidente Mubarak e declarou sua solidariedade ao Egito e seu compromisso com a segurança e a estabilidade", afirma um comincado divulgado pelo gabinete de Abbas.

Além disso, o presidente da AP "expressou seu desejo de que Deus abençoe o Egito e seu povo, que sempre se mantiveram ao lado do povo palestino".

Egípcios desafiam governo Mubarak
A onda de protestos dos egípcios contra o governo do presidente Hosni Mubarak, iniciados no dia 25 de janeiro, tomou nova dimensão na última sexta-feira. O governo havia tentado impedir a mobilização popular cortando o sinal da internet no país, mas a medida não surtiu efeito. No início do dia dia, dois mil egípcios participaram de uma oração com o líder oposicionista Mohama ElBaradei, que acabou sendo temporariamente detido e impedido de se manifestar.

Os protestos tomaram corpo, com dezenas de milhares de manifestantes saindo às ruas das principais cidades do país - Cairo, Alexandria e Suez. Mubarak enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher, o qual acabou virtualmente ignorado pela população. Os confrontos com a polícia aumentaram, e a sede do governista Partido Nacional Democrático foi incendiada. O número de mortos é incerto, mas se aproxima de 30 em todo o país, segundo fontes médicas. Os feridos passam de 800.

Já na madrugada de sábado (horário local), Mubarak fez um pronunciamento à nação no qual ele disse que não renunciaria, mas que um novo governo seria formado em busca de "reformas democráticas". Defendeu a repressão da polícia aos manifestantes e disse que existe uma linha muito tênue entre a liberdade e o caos. A declaração do líder egípcio foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia.



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