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Ataque à embaixada dos EUA na Tunísia deixa 3 mortos

14 set 2012
11h36
atualizado em 17/9/2012 às 10h57

Pelo menos três pessoas morreram e 28 ficaram feridas nos confrontos desta sexta-feira entre as forças de segurança tunisianas e os manifestantes que tentavam atacar a embaixada dos EUA na Tunísia em protesto contra um filme que zomba de Maomé, informou a televisão nacional. Nos choques, as forças de segurança usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que responderam lançando pedras.

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Testemunhas disseram que os disparos foram realizados a partir de um tanque de guerra e que os manifestantes se refugiaram nos prédios de escritórios situados nos arredores da missão diplomática, localizada em uma zona residencial e comercial da capital.

A situação ao redor da sede da legação está em uma situação de relativa calma depois que as forças de segurança conseguiram retirar do complexo diplomático um grupo de invasores que arrancou a bandeira americana e a trocou por um estandarte de cor preta com a profissão de fé islâmica.

As intensas medidas de segurança em vários pontos da cidade, incluindo o centro, não impediram um grupo de participantes, muitos deles de corrente islâmica radical, de invadir, saquear e atear fogo em parte do Colégio Americano, a cerca de 400 m da missão diplomática, segundo as fontes.

Além disso, uma coluna de fumaça que saía da área onde fica o estacionamento diplomático escureceu durante toda a tarde o céu do bairro de Al Buhaira, uma zona residencial e comercial da capital onde fica a embaixada.

O protesto, que começou após a oração do meio-dia, derivou em uma batalha campal depois que os manifestantes lançaram pedras nos policiais, aos quais acusaram de ser infiéis por defender a embaixada, segundo várias testemunhas. Todas as ruas que levam à embaixada americana estão com tráfego fechado, e helicópteros sobrevoam a região onde ocorrem conflitos.

Manifestantes correm para se proteger de gás lacrimogêneo disparado por policiais durante confronto em frente à embaixada
Manifestantes correm para se proteger de gás lacrimogêneo disparado por policiais durante confronto em frente à embaixada
Foto: Reuters
EFE   

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