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Jornal: carta de banco 'caiu como bomba' no Planalto

26 jul 2014 16h34
| atualizado às 16h42
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A carta que o Banco Santander enviou aos seus clientes de maior renda relacionando a queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas com uma melhora nos índices econômicos caiu “como uma bomba” no Palácio do Planalto, de acordo com reportagem publicada no jornal El País neste sábado. Segundo o texto, Dilma e o presidente mundial do banco, Emílio Botín, sempre tiveram estreita relação, tanto que o Brasil representa, hoje, “um quinto do lucro do grupo”.

O jornal lembra que, “desde que a presidenta Dilma Rousseff assumiu o poder, em 2011, o presidente mundial do Santander, Emílio Botín, esteve pelo menos quatro vezes no país. E nas quatro ocasiões, foi recebido pela presidenta no Palácio do Planalto, quando Botín fazia questão de tornar públicas suas mensagens de otimismo com o país”. Na última vez que estve no Brasil, em outubro de 2013, Botín declarou: “Seguiremos crescendo e temos grande confiança em tudo o que está sendo feito no Brasil”.

Ainda conforme o El País, o Santander “tem sentido as dores de uma economia mais difícil”. “No ano passado, por exemplo, o banco teve uma queda de quase 10% do lucro, em relação a 2012. Foram 5,7 bilhões de reais. No primeiro trimestre deste ano, uma nova queda da lucratividade: 14,92% menos que no primeiro trimestre de 2013, para um total de 518,4 milhões de reais”, destaca a publicação.

O presidente mundial no Santander estava com visita agendada ao Brasil para esta semana, por conta de um evento do banco. Agora, conforme o jornal, “não se sabe ao certo se ele virá depois deste episódio, e se estará com a presidenta”.

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Fonte: Terra
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