Política

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10 de dezembro de 2013 • 14h57 • atualizado às 16h38

Perrella desabafa no Senado e pede revisão da Lei de Imprensa

Helicóptero que pertence à empresa do deputado mineiro Gustavo Perrella foi apreendido com mais de 400 quilos de cocaína no Espírito Santo
Foto: Polícia Militar do ES / Divulgação
 

Em desabafo durante reunião desta terça-feira na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o presidente do colegiado, senador Zezé Perrella (PDT-MG) criticou o tratamento dado por parte da imprensa em matérias sobre o transporte de drogas feito com o helicóptero da empresa da sua família. As informações são da Agência Senado. 

Zezé Perrella observou que a Polícia Federal descartou, com base em ligações telefônicas dos presos, o envolvimento de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), e de sua família no caso.

“Hoje a Polícia Federal soltou um relatório dizendo que a família Perrella não tem nenhum envolvimento. Já passou da hora de revermos a Lei de Imprensa. A maioria deles não tem nenhuma responsabilidade com o que escreve. Deturpam a moral das pessoas. Quero ver agora o que a imprensa vai dizer. Tomei pancada a semana inteira com matérias distorcidas, dirigidas, tentando denegrir a imagem de um jovem deputado de apenas 30 anos”, disse o senador sobre seu filho.

Ele afirmou que tem faltado ao Congresso Nacional "coragem" para votar "uma legislação forte" contra os desvios da imprensa. “Até hoje não tivemos coragem de votar uma Lei de Imprensa. Não estou falando da imprensa séria, mas dessa imprensa marrom que quer primeiro condenar para depois esperar os fatos. Tínhamos que ter uma legislação forte. Na internet, blogueiros escrevem o que querem escrever e não acontece nada. Eu quero ver se a mídia vai dar o mesmo destaque agora.”

Os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Sérgio Souza (PMDB-PR), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Luiz Henrique (PDMB-SC), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) lamentaram a abordagem da imprensa no caso e prestaram solidariedade a Perrella e sua família. Eles concordaram que a presunção de inocência não foi respeitada por alguns veículos de comunicação.

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