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Aécio se confunde: "fui reeleito presidente da República"

Em sua primeira entrevista após ser reeleito presidente do PSDB, senador criticou declarações recentes de Dilma: "chega a ser patética"

7 jul 2015
13h08
atualizado às 14h47
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Nesta terça-feira (7), o senador Aécio Neves deu a sua primeira entrevista após ser reeleito presidente nacional do PSDB. Em conversa de mais de 20 minutos com o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, o tucano direcionou suas críticas às afirmações de Dilma Rousseff (PT) feitas ao jornal Folha de S. Paulo, que foram publicadas também nesta terça. Entre uma forte declaração e outra, ele se confundiu e afirmou que "foi reeleito presidente da República" na convenção de seu partido no último domingo (5)

"O que nós dissemos na convenção que me reelegeu, neste domingo, presidente da República, é que o PSDB é um partido pronto para qualquer que seja a saída. Inclusiva a permanência da presidente. O fato concreto é que ela perdeu as condições políticas de conduzir o Brasil à uma saída rápida para essa crise", disse. 

Nomes da fundação do partido, como FHC, afirmaram ser contra redução que nova geração do PSDB aprova
Nomes da fundação do partido, como FHC, afirmaram ser contra redução que nova geração do PSDB aprova
Foto: BBCBrasil.com

Alertado pelos apresentadores do programa, que se divertiram com o erro, Aécio se corrigiu e desconversou sobre uma possível candidatura à presidência em 2018. "Não, presidente do PSDB! Estamos longe de 2018. E o partido tem quadros muito qualificados. Temos o governador de São Paulo (Geraldo Alckmin), o senador José Serra. Temos que ter a responsabilidade de não antecipar cenários. Nem sabemos se a eleição será mesmo em 2018", afirmou. 

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Sobre a entrevista cedida por Dilma à Folha, o senador declarou ter a sensação de que a presidente está "acuada" sem conseguir enfrentar "a gravidade da situação econômica e política do País". 

"Chega a ser patética. Na verdade, ela busca se sustentar na sua trajetória política (e reconheço a trajetória da presidente, nós todos a respeitamos), mas não enfrenta com clareza os reais problemas que estão à sua frente. Essas questões que se colocam hoje, como a fragilização crescente de seu governo, a perda de iniciativa no Congresso, as denúncias de corrupção que não cessam e os problemas fiscais discutidos pelo Tribunal de Contas, mostram que a sensação de vácuo de poder não é obra da oposição, como ela quer fazer crer. Essa é mais uma oportunidade perdida para ela assumir sua responsabilidade. Ela zomba da inteligência dos brasileiros". 

Em seguida, o tucano foi questionado sobre a possibilidade de impeachment da pestista e mais uma vez evitou dar respostas muito diretas e pessoais. "O impeachment não é uma decisão das oposições. A oposição não tem que ser protagonista da derrubada de um presidente da República. Não somos golpistas. Mas temos que estar atentos por que há uma tentativa de lideranças do PT de criminalizar saídas constitucionais. O impeachment pressupõe um fato jurídico concreto. E ele pode acontecer e pode não acontecer". 

Por fim, Aécio comentou a aproximação do PSDB com o PMDB. Depois de confirmar que setores do PMDB, de fato, têm "começado a avaliar um cenário sem a presidente da República", foi "provocado" por um dos apresentadores: se tivesse que jantar com Michel Temer (vice-presidente da República), Renan Calheiros (presidente do Senado) ou Eduardo Cunha (presidente da Câmara), quem escolheria? 

"Não pode ser o Fernando Henrique Cardoso? Com esse eu tenho jantado sempre (risos). Mas tenho boa convivência com todos eles, talvez a mais antiga seja com o Temer. Mas nos próximos dias ando sem tempo para jantar com o PMDB", concluiu.

Fonte: Terra
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