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Dilma enfrenta oposição: 'eu não vou cair. E venha tentar'

Em entrevista, a presidente afirmou não haver base real para impeachment e que não teme adversários

7 jul 2015
09h32
atualizado às 10h06
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Em meio a um cenário delicado, a presidente Dilma Rousseff falou pela primeira vez após adversários políticos voltarem a defender abertamente seu afastamento do cargo. Em entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo, Dilma afirmou não haver base real para impeachment e que não teme oposição. "Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso", disse.

Presidente Dilma Rousseff diz não haver base real para impeachment e que não teme oposição.
Presidente Dilma Rousseff diz não haver base real para impeachment e que não teme oposição.
Foto: Futura Press

Mesmo com a situação política cada vez mais acirrada, a presidente enfrentou seus opositores, dizendo que não tem culpa no cartório e desafiando-os a apresentarem alguma prova contra ela, "vão provar que algum dia peguei um tostão? Quero ver algum deles provar."

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A respeito do Escândalo da Petrobras, a presidente enfatizou que não tem relação com o caso, mas que o Brasil merece a apuração de irregularidades e que as pessoas têm direito de defesa. Dilma também estranhou a justificativa para a decisão do juiz Sergio Moro de prender os presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez por falta de fundamento. "Acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas", disse a presidente.

Ainda sobre os casos de corrupção do petrolão, a presidente disse não apoiar a atitude de delatores, que podem falar qualquer coisa em um momento de fragilidade. "Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites", argumentou Dilma.

Sobre os boatos de que ela não pretende terminar o mandato, a presidente da República negou a intenção e disse que isso vem de uma "oposição um tanto quanto golpista", tirando o PMDB dessa lista de forças políticas que tentam derrubá-la. "Quem quer me tirar não é o PMDB. Eu acho que o PMDB é ótimo", esquivando-se de conflitos com membros do partido.

Dilma também comentou a respeito das postagens nas redes sociais de que havia tentado se matar: "Outro dia postaram que eu tinha tentado suicídio, que estava traumatizadíssima. Não aposta nisso, gente. Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada. Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país. Eu não quis me suicidar na hora em que eles estavam querendo me matar! A troco de quê vou querer me suicidar agora? É absolutamente desproporcional. Não é da minha vida."

 

Fonte: Terra
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