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Perícia entrega à polícia laudos sobre incêndio na Boate Kiss

15 mar 2013
15h57
atualizado às 16h10
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O Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul entregou nesta sexta-feira à Polícia Civil dois laudos técnicos sobre o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), ocorrido em 26 de janeiro. Dois peritos criminais da Divisão de Engenharia do Departamento de Criminalística do IGP repassaram os documentos ao chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Junior, na 1ª DP de Santa Maria.

<p>Peritos do IGP entregam laudos sobre o incêndio na Boate Kiss ao delegado Sandro Meinerz</p>
Peritos do IGP entregam laudos sobre o incêndio na Boate Kiss ao delegado Sandro Meinerz
Foto: Polícia Civil RS / Divulgação

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Um dos laudos trata do incêndio, com dados sobre o local e análise dos itens de segurança e engenharia. O outro documento é sobre o estado de funcionamento dos extintores de incêndio da casa noturna.

Cinco delegados - Ranolfo Vieira Junior, Marcelo Arigony, Sandro Meinerz, Marcos Vianna e Gabriel Zanella - se reuniram com os peritos para verificar os resultados dos laudos. As conclusões da perícia serão analisadas durante o final de semana e os documentos, anexados ao inquérito.

Incêndio na Boate Kiss
Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio deixou mais de 230 mortos em Santa Maria (RS). O fogo na Boate Kiss começou por volta das 2h30, quando um integrante da banda que fazia show na festa universitária lançou um artefato pirotécnico, que atingiu a espuma altamente inflamável do teto da boate.

Com apenas uma porta de entrada e saída disponível, os jovens tiveram dificuldade para deixar o local. Muitos foram pisoteados. A maioria dos mortos foi asfixiada pela fumaça tóxica, contendo cianeto, liberada pela queima da espuma.

Os mortos foram velados no Centro Desportivo Municipal, e a prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde prestou solidariedade aos parentes dos mortos.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

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Quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

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A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A intenção é oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.

Fonte: Terra
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