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Incêndio em Santa Maria: 101 vítimas permanecem internadas

3 fev 2013
10h59
atualizado às 11h02
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Um total de 101 vítimas do incêncio de Santa Maria seguem internadas em hospitais do Rio Grande do Sul, de acordo com o último boletim, divulgado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Força Nacional, na manhã deste domingo. O último balanço da Secretaria Estadual da Saúde gaúcho, deste sábado, apontava um total 113 pacientes. Duzentas e trinta e sete pessoas morreram na tragédia do interior do RS.

Familiares e amigos das vitimas estiveram na frente na boate no final da tarde deste sábado para homenagens e orações
Familiares e amigos das vitimas estiveram na frente na boate no final da tarde deste sábado para homenagens e orações
Foto: Wesley Santos / Futura Press

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Segundo o informe do Ministério, 50 pessoas seguem internadas em Porto Alegre, 30 das quais com ajuda de ventilação mecânica; 46 em Santa Maria, sendo seis em ventilação; três em Canoas, sendo duas em ventilação; uma em Caxias do Sul e uma em Ijuí. O boletim do Ministério não indica quantos dos 101 internados estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o último balanço da Secretaria, 73 pacientes estão na UTI. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do RS têm divulgado boletins de modo independente; o próximo levantamento da Secretaria sai hoje às 13h.

A 237ª morte do incêndio da boate Kiss ocorreu na noite deste sábado. Trata-se de Bruno Portella Fricks, 22 anos, que estava internado no Hospital de Clínias de Porto Alegre. Fricks formara em 2012 no curso de Administração na Universidade Federal de Santa Maria e trabalhava na América Latina Logística (ALL). Ele comemoraria neste sábado cinco anos de namoro com Jéssica Duarte. Fricks é o terceiro dos hospitalizados a falecer.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

 

Fonte: Terra
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