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Boate Kiss: familiares de vítimas vão ao MP em busca de explicações

Durante quase duas horas e meia, quatro promotores sanaram dúvidas em relação ao processo criminal e sobre as esferas cível e militar

19 abr 2013
20h42
atualizado às 21h21
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Familiares de vítimas da tragédia e advogados fizeram uma sabatina com os promotores de Santa Maria para tirar todas as dúvidas que tinham. O encontro ocorreu no início da tarde desta sexta-feira, na sede do Ministério Público, e foi agendado pelo presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Ferreira, que estava sendo cobrado por respostas. Ele saiu antes do final do encontro por questões particulares. 

Pais se encontraram com promotores para se informar sobre detalhes do processo
Pais se encontraram com promotores para se informar sobre detalhes do processo
Foto: Luiz Roese / Especial para Terra

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A reunião começou por volta das 14h40 e durou até as 17h15. Participaram cerca de 20 pessoas. Os representantes do MP sabatinados foram os promotores Joel Oliveira Dutra - responsável pela denúncia criminal da tragédia e pela acusação na esfera da Justiça Militar -, Maurício Trevisan - que também ficou com a acusação do processo criminal e analisará os possíveis desdobramentos na área cível, em relação à improbidade administrativa -, Ivanise Jann de Jesus - também da área cível - e César Augusto Pivetta Carlan, que também ficará com o caso na esfera militar.

As quase duas horas e meia de conversa foram recebidas com satisfação pelos familiares das vítimas. Marília Torres, prima-irmã de Flávia Torres, que morreu na tragédia, gostou do resultado. Ela tinha preparado um questionário com nove perguntas para os promotores. Saiu com todas as respostas e mais algumas. 

“Os promotores responderam tudo, foram bem atenciosos. Eles explicaram porque foram apenas oito denunciados. Poderiam dar tiro para todos os lados ou pegar as pessoas com base em provas concretas. Os promotores disseram que estão fazendo o máximo para que não ocorra impunidade. Eu vi que eles realmente querem fazer alguma coisa. Querem justiça e mudanças, assim como a gente”, disse Marília.  

O advogado da AVTSM, Jonas Espig Stecca, habilitado como assistente de acusação no processo criminal da tragédia, também classificou o encontro como satisfatório. Para ele, os familiares que tinham muitas dúvidas sobre o andamento do caso tiveram uma grande oportunidade de fazer todos os questionamentos que desejavam. “Na minha avaliação, todos saíram satisfeitos. Foi possível ver que os promotores querem resultados”, declarou Stecca. 
O promotor Joel Oliveira Dutra disse que a intenção do encontro era mesmo esclarecer as dúvidas. Ele acha que os resultados foram alcançados.

“Eles precisavam de alguns esclarecimentos em relação à denúncia criminal e em relação a outras esferas, como a que envolve os servidores públicos e em relação aos bombeiros. Acho que conseguimos tirar todas as dúvidas. E alertamos que eles ficassem atentos para o barulho que é feito por alguns advogados de defesa, falando que mais pessoas deveriam ser acusadas. Explicamos que isso é uma manobra, porque, quanto mais pessoas eles trouxerem para dentro do processo, mais difícil fica o nosso trabalho de acusação”, analisou Dutra.  

Fonte: Especial para Terra

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