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SP: Justiça solta jornalista e mais 11 presos em protesto

O único dos detidos que permanece preso é o jornalista Raphael Sanz Casseb, acusado de atear fogo em uma guarita da Polícia Militar

14 jun 2013
17h00
atualizado às 19h16
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A Justiça de São Paulo determinou que 12 dos 13 manifestantes que estavam presos desde a última terça-feira, quando foi realizado o terceiro ato contra o aumento da passagem do transporte público em São Paulo, sejam soltos e que sigam em liberdade enquanto são investigados pela polícia. Entre os libertados, está o jornalista Pedro Ribeiro Nogueira, 27 anos, detido enquanto cobria o protesto para o Portal Aprendiz.

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Em sua decisão, converteu as prisões em flagrante em pagamento de fiança de dois salários mínimos (R$ 1.356) para cada preso. Assim que o valor pago, os detidos serão liberados.

Segundo a decisão do juiz Eduardo Pereira Santos Junior, não havia elementos para classificar a ação dos detidos no crime de formação de quadrilha. Com isso, eles puderam ser liberados, já que o total da soma das penas a que respondem não ultrapassa quatro anos.

Foi crucial. Foi determinante para a liberação dos detidos”, afirmou o advogado Alexandre Pacheco Martins, que defende o jornalista Pedro Ribeiro. “Não faz o menor sentido acusar pessoas que nem sequer se conhecem, que estavam em um manifesto na avenida Paulista de formação de quadrilha”, criticou o Martins.

O único dos detidos que permanece preso é o jornalista Raphael Sanz Casseb, 26 anos. Ele é acusado pela polícia de atear fogo em uma guarita da PM, na região da avenida Paulista. Para ser liberado, ele precisa pagar fiança de R$ 20 mil.

Quatro foram presos nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira, no quarto ato de protesto, 232 manifestantes foram detidos. Quatro deles ainda estão presos, e foram encaminhados para a penitenciária de Tremembé-II, no interior de São Paulo, nesta tarde.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o operador de marketing Vanderson de Souza, 18 anos, o técnico em informática Thiago Schutz Stone, 27 anos, o serigrafista Anderson Vicente dos Santos, 25 anos, e José Roberto Ferreira Militão responderão pelos crimes de formação de quadrilha, incitação ao crime e dano qualificado.

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Fonte: Terra

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