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Yahoo teria espionado usuários para governo americano

4 out 2016
20h41
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Segundo reportagem da Reuters, empresa americana teria criado um programa para fazer pesquisas em e-mails de usuários do provedor. Pedidos de informações teriam partido do FBI e da Agência de Segurança Nacional.A empresa americana Yahoo teria criado no ano passado um software para pesquisar e-mails recebidos por usuários de sua plataforma a pedido do serviço secreto dos Estados Unidos, segundo uma reportagem da agência de notícias Reuters, divulgada nesta terça-feira (04/10).

O software buscava informações específicas solicitadas por funcionários da Agência de Segurança Nacional (NSA) e do FBI, disseram fontes anônimas. A empresa cumpria com uma diretriz secreta do governo americano e teria pesquisado milhões de contas de usuários.

A reportagem afirmou que não se sabe o tipo de informação que foi pesquisada. A Reuters não conseguiu determinar quais foram os dados repassados, se houve realmente essa transferência, e nem se outros provedores também receberam esse pedido do governo americano.

Segundo dois ex-funcionários da empresa, a decisão da presidente-executiva do Yahoo, Marissa Mayer, de obedecer à ordem do governo teria irritado alguns executivos e causado a demissão do chefe de segurança de informação Alex Stamos, que agora trabalha para o Facebook.

O Yahoo não negou a reportagem e disse apenas que obedece a legislação vigente nos Estados Unidos. Esse é o segundo escândalo que envolveu a empresa recentemente. Em meados de setembro, a companhia admitiu o vazamento de dados de pelo menos 500 milhões de usuários em 2014.

De acordo com a Reuters, especialistas em segurança afirmaram que este seria o primeiro caso de uma empresa de internet americana que concordou com exigências de agências de inteligência para espionar todas as mensagens. Eles acreditam ainda que a NSA e o FBI tenham feito o mesmo pedido para outras empresas do ramo.

A Google negou ter recebido pedido semelhante e ressaltou que jamais aceitaria esse tipo de exigência. A Microsoft disse apenas que não pesquisa e-mails de usuários, mas não comentou se recebeu a mesma solicitação do governo.

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