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Sudaneses começam a se registrar para decidir independência do sul

14 nov 2010 15h59
| atualizado às 16h44
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A Comissão para o Plebiscito da Autodeterminação do Sul do Sudão anunciou neste domingo que o registro dos eleitores para participar da consulta de 9 de janeiro começará nesta segunda-feira.

O chefe da comissão eleitoral, Mohammed Ibrahim Khalil, disse em entrevista coletiva que o registro dos eleitores durará 17 dias e começará às 8h do horário local (3h do horário de Brasília) nas 15 províncias do norte e nas 10 do sul.

O processo de registro também acontecerá na Austrália, Reino Unido, Canadá, Egito, Etiópia, Quênia, Uganda e Estados Unidos, para que os emigrantes sudaneses possam participar da decisão.

Serão instalados 2,5 mil centros de registro com 7,5 mil funcionários no sul do Sudão, e outros 165 centros no norte, com 495 trabalhadores, segundo Khalil.

Um grupo de 57 ONGs que supervisiona o plebiscito alertou em comunicado no último sábado que as listas de eleitores poderão ser falsificadas porque que não está claro quem são os cidadãos que poderão votar.

Uma delegação de 16 observadores da União Europeia (UE) chegou neste sábado à capital sudanesa para fiscalizar o processo de registro e o plebiscito.

O norte do Sudão, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão e animista, se enfrentaram em uma guerra que durou 20 anos. O conflito terminou com um acordo de paz em 2005, no qual foi estipulado tanto a realização do pleito de abril passado, quanto o plebiscito sobre a independência do sul no início de 2011.

Mais de 2 milhões de pessoas morreram na guerra, que começou em 1983 quando o regime de Cartum impôs a lei islâmica ("sharia") em todo o país, o que desencadeou no recurso às armas pelos rebeldes sulistas.

EFE   
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