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Quatro cientistas iranianos são assassinados em dois anos

11 jan 2012
13h45
atualizado às 14h14
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O assassinato nesta quarta-feira de um cientista da usina nuclear de Natanz, no centro do Irã, é o quarto desde janeiro de 2010. Teerã atribui estes atentados a Israel e às potências ocidenais acusadas de tentar frear o avanço de seu controvertido programa nuclear.

A seguir, a lista dos cientistas iranianos vítimas de atentados ou desaparecimento sem explicação nos últimos anos.

12 de janeiro de 2010: Um físico nuclear internacionalmente reconhecido, Massud Ali Mohamadi, professor na universidade de Teerã e que trabalhava para os Guardiões da Revolução, morreu na explosão de uma moto-bomba em frente ao seu domicílio em Teerã.

Um homem acusado deste homicídio em nome de Israel foi condenado à morte pela justiça iraniana, em agosto de 2011.

29 de novembro de 2010: Majid Shahriari, fundador da Sociedade nuclear do Irã e "responsável por um dos grandes projetos da Organização iraniana da energia atômica" (OIEA), segundo uma autoridade iraniana, foi morto em Teerã pela explosão de uma bomba magnética fixada em seu automóvel.

No mesmo dia, outro físico nuclear, Fereydoun Abasi Davani, foi alvo de um atentado em condições idênticas quando estacionava seu carro em frente à universidade Shahid Beheshti em Teerã, onde os dois homens eram professores.

Este último, apenas ferido, chegou a ser depois chefe do controverso programa nuclear iraniano.

O Irã acusa Israel e Estados Unidos de serem responsáveis por estes dois atentados.

23 de julho de 2011: O cientista Dariush Rezainejad, que trabalhava em projetos do ministério da Defesa, foi morto a tiros por desconhecidos que se deslocavam em uma moto em Teerã.

Os meios de comunicação iranianos, que primeiro o apresentaram como um especialista em física nuclear, o classificaram depois de simples "estudante de mestrado em elétrica". O Irã acusou Israel e Estados Unidos de serem responsáveis pelo assassinato.

No dia 1 de agosto de 2011, uma fonte dos serviços de espionagem de Israel citada na edição on-line do semanário alemão Spiegel indicou que este assassinato foi organizado por Israel.

11 de janeiro de 2012: O cientista Mustafá Ahmadi Roshan, que trabalhava na usina de Natanz, da qual era vice-diretor para os assuntos comerciais, morreu na explosão de uma bomba magnética colocada sobre seu automóvel, perto da universidade Allameh Tabatabai, a leste de Teerã.

O Irã acusou novamente Estados Unidos e Israel.

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