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Erdogan volta a acusar Merkel de "atitudes nazista"

19 mar 2017
12h43
atualizado às 13h14
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, voltou a acusar neste domingo (19) a Alemanha, e pessoalmente a chanceler alemã, Angela Merkel, de manter uma "atitude nazista".

"Quando se diz nazista eles ficam nervosos. Começam a se defender entre eles imediatamente. Sobretudo Merkel. Você também atua agora como os nazistas", disse o presidente durante um comício em Istambul, recolhido pelo jornal "Hürriyet".

Ângela Merkel e Recep Tayyip Erdogan
Ângela Merkel e Recep Tayyip Erdogan
Foto: Handout / Getty Images

"Agora, a Europa não deixa nossos ministros e nossos deputados falarem, e mas permitem a fala do PKK e da FETÖ", lamentou Erdogan, em referência ao proscrito Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK) e a confraria do clérigo Fethullah Gülen, que é acusado por Ancara de ter instigadado o fracassado golpe de Estado de julho.

"Depois de anos a dar armas e carinho às organizações terroristas, agora saíram às ruas. Acabou o baile de máscaras", acrescentou, em aparente referência à manifestação curda de ontem em Frankfurt, na qual foram exibidas bandeiras do PKK, um grupo também considerado terrorista na Alemanha.

Erdogan lembrou mais uma vez que Ancara tinha enviado a Berlim várias pedidos para pedir a extradição de supostos membros do PKK e de outros grupos esquerdistas armados, quase sempre negada pelo judiciário alemã.

Erdogan vinculou essa recusa de extradições ao caso do jornalista turco-alemão Deniz Yücel, detido há um mês sob acusações de propaganda terrorista.

"Querem que soltemos um agente do terrorismo detido no consulado. O que vamos dizer? Nós também temos um judiciário", disse o presidente.

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EFE   

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