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Argentina e Israel lembram 20 anos de atentado contra embaixada

16 mar 2012
17h18
atualizado às 18h25

Argentina e Israel lembraram nesta sexta-feira o 20º aniversário do atentado contra a embaixada israelense em Buenos Aires, que causou 29 mortes. Em uma cerimônia realizada no local onde funcionava a legação diplomática israelense, hoje transformado em uma praça, membros dos dois governos exigiram justiça para as vítimas do atentado, cometido no dia 17 de março de 1992, que não resultou em prisões ou processos judiciais.

A data exata de 20 anos será apenas neste sábado, mas a cerimônia foi antecipada para esta sexta-feira por sábado (shabat) ser dia de descanso entre a comunidade judaica. Israel enviou uma grande comitiva à homenagem em Buenos Aires, liderada pelo vice-chanceler do país, Danny Ayalon, e pelo ministro de governo, Yossi Peled, que culpou o Irã pelo atentado e disse que a República Islâmica "representa uma ameaça para o mundo inteiro".

A delegação incluiu ainda o embaixador Itzhak Shefi, que chefiava a representação diplomática quando ocorreu o ataque terrorista, e Danny Carmon, que ocupava o cargo de cônsul no prédio e perdeu a esposa no incidente. Entre as autoridades argentinas presentes no ato estavam o vice-presidente, Amado Boudou; o chefe do Gabinete, Juan Manuel Abal Medina; os ministros Julio Alak (Justiça) e Arturo Puricelli (Defesa), além da vice-prefeita de Buenos Aires, María Eugenia Vidal.

Tanto a Corte Suprema de Justiça da Argentina, que assumiu o caso judicial sobre o incidente, como Israel responsabilizaram o grupo Jihad Islâmica, braço armado do movimento islâmico Hezbollah, como responsável pelo planejamento e execução do atentado. No entanto, a investigação do tribunal não teve resultados. O atentado contra a embaixada foi o primeiro de dois ataques contra a comunidade judaica na Argentina. O segundo foi no dia 18 de julho de 1994, quando um carro-bomba destruiu a sede da associação israelita Amia, incidente que deixou 85 mortos e centenas de feridos.

A Justiça da Argentina também atribuiu esse segundo atentado ao Irã e ao Hezbollah, e pediu a captura internacional de vários funcionários iranianos.

EFE   

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