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Schulz é eleito líder do Partido Social-Democrata Alemão

O ex-presidente do parlamento Europeu foi eleito com 100% dos votos

19 mar 2017
13h07
atualizado às 14h42
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O ex-presidente do parlamento Europeu Martin Schulz foi eleito neste domingo novo presidente do Partido Social-Democrata Alemão (SPD) com 100% dos votos e ratificado como candidato desta formação nas eleições gerais de setembro.

"Considero que este resultado é o início da conquista da Chancelaria", declarou o novo líder dos sociais-democratas visivelmente emocionado após conhecer a votação, que aconteceu no marco de um congresso extraordinário realizado em Berlim.

Schulz acrescentou que "agora começa a luta para se transformar no partido mais forte do país e ser o próximo chanceler".

Martin Schulz
Martin Schulz
Foto: Jens-Ulrich Koch / Getty Images

Com 605 votos a favor dos 608 emitidos, dos quais 3 não foram válidos, Schulz, que qualificou o momento de "arrasador", assume a frente da formação mais antiga da Alemanha de seu já antecessor, o ministro das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, após sete anos e quatro meses no cargo

Em discurso prévio perante as bases do partido de mais de uma hora de duração, Schulz falou do seu futuro programa eleitoral, cuja aprovação definitiva está prevista para o final de junho e que será baseada "em igualdade, respeito e dignidade".

Schulz se refereiu a seus planos para mudar a esquerda e corrigir a chamada Agenda 2010, o programa de reformas do governo liderado por Gerhard Schröder (1998-2005) e afirmou que não se trata de uma "revisão do passado", mas de sua "atualização".

Em seu discurso, advogou por "mais respeito" para os que trabalham e se comprometem pelo país, pela igualdade de salários para os mesmos trabalhos, por garantir as pensões, por investir mais em educação e por aliviar as cargas familiares.

Schulz ressaltou também a importância de uma Europa forte como resposta às inseguranças globais e afirmou que na Alemanha não há espaço para islamitas que põem em dúvida os valores fundamentais de uma democracia.

Também teve duras palavras para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em sua campanha pelo referendo convocado para 16 de abril para instaurar um sistema presidencialista na Turquia e suas declarações, nas quais compara a Alemanha com o regime nazista.

Não faltaram críticas também às políticas de Angela Merkel, por prometer reduções tributárias e ao mesmo tempo buscar cortes sociais, afirmou.

Schulz afirmou que com ele "não haverá difamação do adversário político" e acrescentou que "a campanha eleitoral será um momento estelar da democracia".

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EFE   

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