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Papa escolhe líder franciscano espanhol na primeira nomeação

6 abr 2013 09h25
| atualizado às 10h06
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<p>O papa Francisco fez sua primeira designação na burocracia vaticana</p>
O papa Francisco fez sua primeira designação na burocracia vaticana
Foto: AP

O Papa Francisco nomeou neste sábado um espanhol, líder da principal ordem franciscana, como número dois do departamento responsável pela supervisão de todas as ordens religiosas, em sua primeira designação na burocracia vaticana, afetada por vários escândalos, anunciou a Santa Sé.

O espanhol José Rodríguez Carballo, de 59 anos, será o número dois da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, que supervisiona todas as ordens religiosas católicas.

O departamento do Vaticano é dirigido pelo cardeal brasileiro João Braz de Aviz e integra a Cúria Romana, o governo da Igreja Católica que os analistas consideram que precisa de uma reforma. Carballo é ministro geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores (OFM), um posto cujo titular é considerado como o sucessor do fundador São Francisco de Assis. O frade procede de uma família de agricultores espanhóis pobres que emigraram para a Alemanha.

Vaticanistas esperam novas nomeações importantes para altos cargos da Cúria nos próximos dias, que poderiam proporcionar uma visão das intenções do novo Papa para a Igreja.

Papa quer "testemunho íntegro da fé"
O papa Francisco convidou, durante uma missa na capela da Casa Santa Marta do Vaticano hoje, os fiéis a darem o testemunho "com coragem" da fé católica em sua integridade, porque com ela "não se negocia". Segundo informa a Rádio Vaticano, o pontífice presidiu a missa na Casa Santa Marta na presença de uma família argentina e de algumas religiosas da ordem das Filhas de São Camilo e das Filhas de Nossa Senhora da Caridade.

Durante sua breve homilia, o papa argentino lembrou as passagens bíblicas nas quais os apóstolos Pedro e João dão testemunho de sua fé "com coragem perante os chefes judaicos apesar das ameaças" e Jesus ressuscitado recrimina a incredulidade de alguns dos seus que não acreditam no que os dois apóstolos disseram, tê-lo visto vivo.

"Pedro não calou sua fé, não se rebaixou aos compromissos, porque a fé não se negocia. Na história do povo de Deus, houve esta tentação às vezes, a de cortar um pedaço à fé, a tentação de ser um pouco como fazem os demais, a de não ser tão rígido", disse o papa.

"Mas quando começamos a cortar a fé, a negociar a fé, um pouco a vendê-la ao melhor licitante, começamos o caminho da não fidelidade ao Senhor", acrescentou Francisco, que disse que o exemplo de São Pedro e São João dá força aos católicos, embora também hoje há "mártires" do Catolicismo em muitos países.

Segundo o papa, "os cristãos são perseguidos pela fé" também no século XXI, pois em "alguns países não podem levar a cruz: são castigados" e isto faz com que a Igreja Católica atual seja "uma Igreja de mártires".

Além desta missa na Casa de Santa Marta, Francisco recebeu hoje em audiência no Vaticano ao prefeito regional da Congregação para os Bispos, o cardeal canadense Marc Ouellet, e o prefeito regional da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o espanhol Antonio Cañizares Llovera.

Com informações da Agência EFE

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