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EUA se desculpam por sugerir que espiões investigaram Trump

17 mar 2017
13h04
atualizado às 13h35
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O governo dos Estados Unidos se desculpou com o do Reino Unido por sugerir que o centro de comunicações GCHQ, que faz parte do serviço secreto britânico, ajudou o ex-presidente Barack Obama a espionar Donald Trump durante a campanha eleitoral de 2016, informaram nesta sexta-feira (17) veículos de imprensa americanos.

Segundo a "CNN", que cita como fonte um funcionário da Casa Branca, o tenente-general H.R. McMaster, novo conselheiro de Segurança Nacional de Trump, falou na quinta-feira por telefone com seu colega britânico sobre os comentários feitos na quinta-feira pelo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, que se referiu em sua entrevista coletiva diária a uma notícia do canal conservador "Fox News".

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Reuters

O comentarista da "Fox" Andrew Napolitano afirmou que o governo Obama tinha usado o GCHQ para espionar Trump em seu edifício em Manhattan (Nova York), a Trump Tower, durante a campanha eleitoral.

Segundo a imprensa dos EUA, o próprio Spicer também conversou por telefone o embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Kim Darroch, para tentar diminuir a tensão criada por seus comentários.

Em comunicado, algo pouco habitual no GCHQ, o centro qualificou hoje de um "absoluto disparate" e "ridículas" as acusações do canal de notícias "Fox", citadas pelo porta-voz da Casa Branca.

"As recentes afirmações feitas pelo juiz e comentarista Andrew Napolitano de que foi solicitado ao GCHQ que realizasse escutas contra o então presidente eleito (Trump) são ridículas e um absoluto disparate e deveriam ser ignoradas", afirmou o GCHQ.

O centro de comunicações britânico, um grande complexo de comunicações do governo situado na cidade de Cheltenham, no oeste da Inglaterra, trabalha em contato próximo com os órgãos do serviço secreto britânico MI5 (interior) e MI6 (externo) e um de seus trabalhos mais importantes é defender o Reino Unido de ameaças cibernéticas.

A Casa Branca mantém suas acusações, sem provas, contra Obama, apesar de os líderes do Congresso encarregados de investigar o caso terem negado que possuam evidências dessa acusação.

EFE   

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