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Com plano médico republicano, 24 milhões de americanos perderiam cobertura

13 mar 2017
21h23
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O novo plano de saúde impulsionado pelos republicanos na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos faria com que até 14 milhões de americanos perdessem sua cobertura médica até 2018 e 24 milhões até 2026, revela o novo relatório do Escritório de Orçamentos do Congresso (CBO).

Com a proposta, os republicanos alcançariam um dos principais objetivos, reduzir o déficit federal em US$ 337 bilhões em dez anos. O déficit americano em 2016 chegou a US$ 587 bilhões.

O estudo publicado nesta segunda-feira era muito aguardado, já que o CBO avalia, de maneira independente, os efeitos dos projetos de lei no país, tanto em nível político quanto na esfera econômica.

"As maiores economias viriam das reduções no desembolsado para o Medicaid" - o programa de saúde social - e da "eliminação dos subsídios da Lei do Cuidado de Saúde Acessível (ACA)", aponta o relatório.

"As reduções na cobertura de seguro entre 2018 e 2026 proviriam em grande parte das mudanças na adesão ao Medicaid, porque alguns estados freariam sua expansão e alguns governos escolheriam não fazê-lo", acrescenta.

Segundo o estudo, com a lei atual - conhecida como Obamacare - 28 milhões ficariam sem seguro médico em 2026, enquanto com o plano republicano esse total seria quase o dobro, 52 milhões. O resultado do relatório representa um golpe para a liderança conservadora, que pretende derrubar a lei vigente - promovida pelo ex-presidente Barack Obama - e substitui-la pelo novo plano, mas que não encontrou consenso em sua bancada.

Em declarações à imprensa na Casa Branca, o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Tom Price, considerou "impossível" que 14 milhões de americanos percam o seguro médico com o novo plano republicano.

"É impossível que se chegue ao número estimado pelo CBO para 2018", disse ele.

O titular da Saúde disse que a entidade "analisou parcialmente" a proposta, e que não levou em conta, por exemplo, o impacto positivo que o aumento das opções de seguros terá no mercado, como a diminuição dos preços praticados. Price insistiu que o plano republicano pretende melhorar "o atendimento médico", enquanto o CBO fala em "cobertura médica", por isso não avalia completamente o impacto da proposta.

Assim, a Casa Branca, que apoia a ideia, rejeitou totalmente os resultados do relatório. No entanto, para o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, "a estimativa do CBO deixa claro que o Trumpcare causará graves danos a milhões de famílias americanas".

"Milhões perderão sua cobertura, e outros tantos, em particular idosos, terão que pagar mais pelo atendimento médico", ressaltou Schumer, acrescentando que isto demonstra "o quão vazias são as propostas do presidente Donald Trump".

A extinção e substituição do Obamacare é uma das grandes promessas de campanha do novo presidente americano, que respalda a proposta e já começou uma ofensiva midiática para defendê-la entre a população.

EFE   

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