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Assessora de Trump sugere que foi espionada com microondas

13 mar 2017
16h20
atualizado às 17h26
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A conselheira do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Kellyanne Conway, sugeriu ontem que seu chefe teria sido espionado através de telefones, televisores e, inclusive, um aparelho de microondas, mas voltou atrás em seus comentários nesta segunda-feira e admitiu que não tem provas sobre a suposta espionagem.

Kellyanne Conway
Kellyanne Conway
Foto: Reuters

"Não sou o 'Inspetor Bugiganga'. Não acredito que as pessoas usassem um microondas para espionar a campanha Trump", disse hoje Conway em uma entrevista à rede de televisão CNN .

A conselheira, uma das assessoras mais próximas do presidente, desencadeou a polêmica neste domingo ao dizer que a campanha de Trump tinha sido espionada de "muitas maneiras".

"Havia um artigo esta semana sobre como se pode supervisionar as pessoas através de seus telefones, televisores e, claro, de muitas maneiras. Os microondas que se transformam em câmeras, etc. Sabemos que isto é um fato da vida moderna", afirmou Conway em entrevista ao jornal "The Bergen Record".

A assessora aparentemente fez referência aos vazamentos do site Wikileaks para responder a uma pergunta sobre as denúncias que Trump fez contra seu antecessor, Barack Obama, a quem acusou, sem provas, de ter ordenado que suas conversas na Trump Tower, em Nova York, fossem gravadas durante a campanha.

O site Wikileaks, dirigido por Julian Assange, vazou na semana passada milhares de documentos que descrevem um suposto programa secreto de "hacking" (espionagem cibernética) da CIA (agência de inteligência americana) destinado a invadir, através de um sofisticado software, telefones inteligentes e computadores conectados à internet.

O Wikileaks afirmou que a CIA espionou cidadãos estrangeiros através de smartphones (iPhone e Android) e até televisores Samsung, supostamente transformados em microfones.

Apesar de Conway aparentemente ter feito referência a esse tipo de espionagem, ela comentou hoje no Twitter que seus comentários tinham sido tirados de contexto pela imprensa.

"A resposta (ao jornal) 'Bergen Record' era sobre os artigos de espionagem nas notícias e as técnicas utilizadas de maneira geral, não sobre a campanha. A manchete estava ruim", disse Conway.

Atualmente, o FBI e os comitês de inteligência do Senado e da Câmara dos Representantes estão investigando a suposta ingerência do governo russo nas eleições de novembro para prejudicar com ataques cibernéticos a então candidata democrata, Hillary Clinton, e favorecer Trump.

Após suas acusações contra Obama, Trump pediu ao Congresso que analise também qualquer possível vigilância ordenada por Obama, como parte de sua investigação sobre a intervenção da Rússia no pleito.

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EFE   

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