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Mulheres organizam protestos contra escândalos de Berlusconi

13 fev 2011
08h34
atualizado às 12h13

Dezenas de mulheres convocaram manifestações para este domingo em várias cidades da Itália e do exterior para protestar contra a imagem "lesiva" que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, produz para a população feminina. São esperadas neste domingo manifestações em massa em cerca de 100 cidades italianas, além de outras no exterior, como Madri, Barcelona, Paris, Nova York e Tóquio de mulheres convocadas pelo movimento "Se não agora, quando?", criado na internet com o apoio de grupos feministas.

Mulheres protestaram contra primeiro-ministro italiano
Mulheres protestaram contra primeiro-ministro italiano
Foto: AFP

A iniciativa, que também pede a participação dos homens, surgiu de um movimento popular espontâneo na web e pretende se desvincular de qualquer tipo de ideologia política, ainda que em alguns desses protestos esteja prevista a presença de destacados membros da oposição, como Antonio di Pietro, líder do partido Itália dos Valores (IDV).

As maiores manifestações estão previstas para acontecer em Roma, onde a concentração ocorrerá na Praça do Povo a partir das 14h local (11h de Brasília). Em Milão (norte), a convocação é às 14h30 local (11h30 de Brasília).

O movimento nasceu diante da repercussão internacional do caso Ruby, escândalo sexual envolvendo Berlusconi. O caso se refere à garota marroquina Karima El Mahroug, conhecida como Ruby, que teria praticado serviços sexuais durante festas de Berlusconi, e o próprio premiê teria remunerado a garota por isso.

"Na Itália, a maioria das mulheres trabalha, fora ou dentro de casa, gera riqueza, procura um trabalho, estuda, se sacrifica para se garantir na profissão que escolheu, cuida das relações afetivas e familiares, ocupando-se de filhos, maridos e pais idosos", diz a convocação dos protestos. "Esta rica e variada experiência de vida fica suprimida por uma repetida, indecente e ostentosa representação das mulheres como objeto nu de troca sexual (...) O modelo de relação entre homens e mulheres, ostentado por um dos altos funcionários do Estado, incide profundamente no estilo de vida e na cultura nacional, legitimando comportamentos lesivos à dignidade das mulheres e das instituições", acrescenta.

Dada a diferença de horários, manifestantes já protestam em Tóquio, e a imprensa italiana informa do êxito da concentração em frente ao Instituto Italiano de Cultura da capital japonesa, onde uma centena de manifestantes pediu a renúncia de Berlusconi e defendeu a dignidade das mulheres.

EFE   

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