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Coreia do Norte faz novo teste nuclear e provoca terremoto

Detonação é considerada a maior já realizada pelo país e é condenada com veemência pela comunidade internacional, incluindo aliados.

9 set 2016
02h05
atualizado às 11h51
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A Coreia do Norte confirmou nesta sexta-feira (9) que fez seu quinto teste nuclear no dia em que o país celebra o seu 68º aniversário. "A detonação atômica foi bem-sucedida", afirmou a locutora Ri Chun-hee, da televisão estatal KCTV, encarregada de divulgar os principais anúncios do regime. A explosão causou um terremoto de magnitude 5.3 no nordeste do país.

Local da detonação nuclear realizada pela Coreia do Norte, que fica no nordeste do país
Local da detonação nuclear realizada pela Coreia do Norte, que fica no nordeste do país
Foto: EFE

A detonação de "alto nível" de uma ogiva nuclear permitirá ao país construir uma série de armas nucleares mais potentes, menores e mais leves, afirmou o regime comunista.

O teste foi realizado na base de Punggye-ri, no nordeste do país, a mesma que foi usada nas detonações nucleares de 2006, 2009, 2013 e de janeiro deste ano. Os testes anteriores geraram sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU.

O novo teste é uma "resposta aos Estados Unidos e aos inimigos que nos sancionaram, negando nosso status de orgulhosa potência nuclear e criticando nossas ações baseadas no direito à autodefesa", disse a locutora. "Vamos continuar reforçando nossas capacidades para impulsionar nossa força nuclear."

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o teste nuclear é um ato preocupante e lamentável que representa uma clara violação de resoluções do Conselho de Segurança. "Peço categoricamente à Coreia do Norte que aplique totalmente todas as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA", afirmou em comunicado o secretário-geral Yukiya Amano.

Além das Nações Unidas, vários países, como Estados Unidos, França, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul, também condenaram o novo teste nuclear. A China, um dos principais aliados da Coreia do Norte, afirmou se opor com veemência ao teste.

Diretor da divisão de monitoramento de terremotos e vulcões da Administração Meteorológica da Coreia do Sul, Ryoo Yong-Gyu, mostra o movimento sismico causado pela detonação nuclear da Coreia do Norte
Diretor da divisão de monitoramento de terremotos e vulcões da Administração Meteorológica da Coreia do Sul, Ryoo Yong-Gyu, mostra o movimento sismico causado pela detonação nuclear da Coreia do Norte
Foto: EFE

A Casa Branca advertiu para graves consequência. "O presidente vai consultar os nossos aliados e parceiros nos próximos dias para garantir que as ações provocadoras da Coreia do Norte sejam respondidas com consequências graves", disse o porta-voz Josh Earnest.

De acordo com a Coreia do Sul, o teste nuclear desta sexta liberou 10 quilotons de energia e é o mais potente entre os realizados pela Coreia do Norte. A bomba lançada pelos Estados Unidos sobre Hiroshima, no Japão, tinha uma potência de 15 quilotons.

 

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