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Fidel diz que conflito coreano prova cinismo dos EUA

4 jun 2010 13h42
| atualizado às 15h00
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O ex-presidente de Cuba Fidel Castro acredita que o atual conflito entre as duas Coreias é uma prova do "cinismo e da falta total de escrúpulos que caracterizam a política imperial dos Estados Unidos", segundo artigo divulgado nesta sexta-feira pela imprensa oficial da ilha.

Na última de suas "Reflexões" - a terceira em menos de uma semana e intitulada "O Império e a Mentira" - Fidel classifica de "estranha invenção" o fato de responsabilizar a Coreia do Norte pelo afundamento da corveta sul-coreana "Cheonan" no fim de março.

Em seu artigo, Fidel cita uma análise de um jornalista venezuelano e de outro americano que relaciona o conflito na península coreana com o interesse dos EUA em que o governo do Japão mude a postura sobre a retirada de sua base militar na ilha japonesa de Okinawa.

Fidel menciona novamente as suspeitas contidas em um dos relatórios sobre um suposto ataque de "bandeira falsa" contra a corveta para parecer ter partido da Coreia do Norte.

O líder cubano se soma a teoria de que com a tensão entre as duas Coreias pelo afundamento do "Cheonan" - onde morreram 46 marítimos - os Estados Unidos "conseguiram resolver um grande problema" que, em sua opinião, era "liquidar o Governo de Yukio Hatoyama" no Japão.

Fidel Castro, de 83 anos, está há quatro afastado da vida pública devido a uma doença que o levou a ceder o poder ao seu irmão Raúl, embora ainda seja o secretário do governante Partido Comunista.

As duas anteriores "Reflexões" que Fidel divulgou nesta semana foram sobre os EUA, com os títulos "O império e a droga", onde questionava à potência americana como resolveria o problema, e "O império e a guerra", sobre o conflito com o Irã.

EFE   
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