PUBLICIDADE

Chanceler de Franco diz que Mercosul fechou as portas ao Paraguai

Ministro das Relações Exteriores reclama que a presidência do bloco deveria ter sido passada ao Paraguai

12 jul 2013
18h40 atualizado às 19h23
0comentários
18h40 atualizado às 19h23
Publicidade
Presidenta Dilma Rousseff posa para foto oficial durante Cúpula dos Estados Parte e Estados Associados do Mercosul e convidados especiais
Presidenta Dilma Rousseff posa para foto oficial durante Cúpula dos Estados Parte e Estados Associados do Mercosul e convidados especiais
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / Agência Brasil

O chanceler paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, disse nesta sexta-feira que as decisões tomadas na cúpula do Mercosul, na qual a Venezuela assumiu a presidência do bloco e foi determinada a revogação no dia 15 de agosto da suspensão de seu país, "fecham as portas ao Paraguai". O ministro integra o governo do presidente Federico Franco, que deixa o cargo em agosto, quando Horacio Cartes assume.

Os líderes do Mercosul "entregam a presidência à Venezuela, não reconhecem que há democracia no Paraguai neste momento e postergam sua decisão (de revogar a suspensão) ao dia 15 de agosto, como se aqui houvesse algum problema", lamentou Estigarribia.

O governante venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu hoje a presidência temporária do Mercosul - formado também por Brasil, Argentina e Uruguai-, em uma cúpula em Montevidéu na qual os chefes de Estado decidiram a reincorporação do Paraguai ao bloco em agosto, quando assuma o poder o novo presidente eleito do país, Horacio Cartes.

"Do ponto de vista da integração latino-americana, não é uma boa decisão, fecha as portas ao Paraguai", advertiu Estigarribia.

O chanceler lamentou que os líderes do Mercosul não aceitaram "nem sequer a generosa proposta do presidente eleito do Paraguai", que pediu que os líderes vizinhos declarassem hoje "um quarto intermédio" da cúpula até 15 de agosto e que a presidência temporária fosse para seu país.

Estigarribia lembrou que, além disso, segue existindo o "obstáculo jurídico" que o Congresso paraguaio "não aprovou nunca o ingresso da Venezuela" ao Mercosul.

Argentina, Brasil e Uruguai aprovaram a incorporação da Venezuela na mesma cúpula em que suspenderam o Paraguai, no dia 29 de junho de 2012 em Mendoza, por causa da cassação em um julgamento político parlamentar do então presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

EFE   
Publicidade
Publicidade