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Índia celebra Independência em meio a tensões na Caxemira

15 ago 2010 06h29
| atualizado às 10h22
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Em um ambiente festivo e com um amplo desdobramento de segurança em Nova Délhi, a Índia comemorou neste domingo seu Dia da Independência, marcado por um rápido crescimento econômico, mas também por pobreza e separatismo. "A taxa de crescimento econômico foi melhor que a da maioria dos demais países. Hoje, a Índia está entre as economias do mundo que mais crescem", disse o primeiro-ministro, Manmohan Singh, em discurso à nação.

"Como a maior democracia do mundo, nos transformamos em um exemplo que muitos outros países podem imitar", afirmou o governante. Apesar da crise internacional, a Índia espera crescer 8,5% neste ano fiscal, embora os efeitos desse crescimento não cheguem a "uma grande parte da população que sofre a pobreza, a fome e a doença de maneira persistentes", disse Singh.

A data chega em plena onda de agitação civil na Caxemira indiana, uma região que o país disputa com o Paquistão e na qual morreram 55 pessoas em confrontos com as forças da ordem nos últimos dois meses. Singh pediu o fim da violência na Caxemira e se disse preparado para participar do processo de "diálogo" com quem renunciar a violência, uma proposta similar à oferecida aos insurgentes maoístas, cada vez mais ativos nas zonas rurais.

O único país ao qual dedicou um aparte em seu discurso foi o Paquistão, com quem a Índia mantém uma relação tensa, e ao qual Singh pediu que tome medidas contra o terrorismo em seu solo como condição para que o diálogo bilateral possa progredir. Seu discurso foi protegido por um ferrenho dispositivo de segurança: as autoridades ordenaram o desdobramento de franco-atiradores, helicópteros e metralhadoras antiaéreas na Cidade Antiga e nos arredores do Forte Vermelho, onde aconteceu o evento.

Ministro indiano exaltou a economia e a democracia no país durante discurso
Ministro indiano exaltou a economia e a democracia no país durante discurso
Foto: Reuters
EFE   
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