De olho no potencial da China, escola aposta no mandarim

Diante da relevância comercial dos chineses, demanda por ensino do idioma vem crescendo e curso de São Paulo cogita virar rede de franquias

28 dez 2015
07h00
atualizado às 11h12
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Mais de US$ 58 bilhões foram movimentados no comércio entre Brasil e China, de outubro a janeiro de 2015, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Diante da relevância comercial dos chineses, a demanda por ensino de mandarim vem crescendo por aqui, e já motiva a criação de escolas especializadas no idioma. É o caso da Nin Hao, de São Paulo, que cogita, inclusive, virar uma rede de franquias.

Vale a pena apostar em franquias de baixo investimento?

Ela conta que, no começo do negócio, o perfil dos alunos era diferente do de hoje. “A empresa nasceu há dez anos para atender a uma demanda mais localizada, ligada aos descendentes de chineses que queriam aprofundar o conhecimento no idioma ou a pessoas que tinham curiosidade pela cultura do país”, afirma Sumara Lorusso, presidente da empresa.

Presidente da Nin Hao já recebeu manifestações de interesse em municípios, como Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Campinas
Presidente da Nin Hao já recebeu manifestações de interesse em municípios, como Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Campinas
Foto: Divulgação

Com a maior abertura da China para o restante do mundo, processo iniciado após os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, muitos profissionais da área de importação e de exportação, além de universitários que buscam um diferencial para o currículo, passaram a procurar por aulas do idioma.

“Inglês e espanhol são básicos hoje. Com o mandarim, o profissional abre as portas para negociar com um mercado gigantesco, que hoje é o principal parceiro internacional do Brasil”, completa Sumara.

Apostando na continuidade desta tendência, a escola já ensaia migrar para o modelo de franquias, e vê espaço para a criação de unidades em outras cidades. “Nosso expectativa para o crescimento do mandarim é muito grande. Ele não vai chegar ao patamar de interesse despertado pelo inglês, mas acreditamos que em alguns anos possa ser comparado ao francês e ao alemão, por exemplo”, avalia a presidente da empresa, destacando que a escola já recebeu manifestações de interesse em municípios, como Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande e Campinas.

Para ela, o principal desafio no ensino do idioma está em fazer com que os brasileiros entendam a estrutura do mandarim, que é bem diferente da do português.“Não classificaria como um idioma difícil, mas distante do que estamos acostumados. É complicado para o brasileiro entender a lógica dos ideogramas. Além disso, é fundamental fazer uso de professores nativos, pois a pronúncia e a entonação são essenciais”, diz.

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