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Na tríade psicólogo-atleta-pais o melhor caminho é a preparação

31 jan 2017
15h17
atualizado em 30/4/2017 às 08h55
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O esporte no século XXI é considerado um fenômeno sociocultural, onde contempla a necessidade de atuação de diversas áreas de conhecimento.

Foto: DINO

O que se conhece como Ciências do Esporte: antropologia, filosofia, psicologia, fisiologia, medicina, entre outras. Embora se perceba a necessidade do trabalho entre as disciplinas, contudo não representa a prática interdisciplinar. Convivem enquanto soma, mas não enquanto relação.

Passado quase meio século desde seu início, a Psicologia do Esporte segue em sua evolução em várias direções (RUBIO, 2002).

O jovem se encontra numa etapa de reformulação de valores e perspectivas morais, trazendo consigo uma série de normas e crenças aprendidas na família, na escola e na comunidade.

Esses fatores externos, juntamente com a disposição e talento individuais, o papel dos formadores, sejam eles professores de educação física ou técnicos, podem influenciar a até determinar a transformação de um aspirante à atleta.

Dentre os elementos que estão presentes na atividade cotidiana esportiva do jovem, os pais e o técnico são os mais importantes, formando outra tríade, treinador-atleta-pais com inter-relações que serão decisivas na construção de um ambiente adequado para a formação esportiva.

Nas diversas influências que o jovem recebe em sua formação de atleta, é importante ressaltar a necessidade de um ambiente com condições favoráveis para esse processo, sendo que a família representa um grupo social primário para que possa desenvolver sua identidade e motivação para um sucesso futuro.

Receberá neste núcleo toda a segurança, incentivo e amor como suporte para a carreira. Mas se for um ambiente desestruturado, com dificuldades nas inter-relações, na aceitação ao treinador e influência excessiva e ineficaz, pode interferir negativamente.
Alguns pais projetam nos filhos seus desejos, sonhos que não foram satisfeitos em sua juventude, deixando de atendê-los nas vivências alegres e seguras.

Este comportamento dos pais, de forma inconsciente pode levar a diferentes condutas que poderá representar tanto aspectos positivos, quanto negativos.

Ao observar as condutas dos pais de jovens atletas, encontram-se aqueles que se dedicam a apoiar com sobriedade, outros que sempre estão ausentes e aqueles que perturbam por sua atitude desequilibrada. Os pais desinteressados são os que transferem as responsabilidades ao treinador.

Seu filho não apresenta motivação intrínseca para a modalidade esportiva que o leve a querer praticar; pais mal informados são aqueles que permitem a prática esportiva, mas não se envolvem no processo nem nas competições.

Não é falta de interesse, mas uma incompreensão sobre sua importância na formação do filho; pais excitados são os se envolvem no processo de maneira adequada, vão aos treinamentos. Mas em jogos mais empolgantes, se excitam de maneira exacerbada se dirigindo aos árbitros com ofensas, prejudicando o ambiente competitivo e dando mal exemplo.

Não percebem este comportamento nem o constrangimento que causam aos filhos e os pais fanáticos que são os mais problemáticos têm expectativas exageradas, desejam que seu filho seja um herói no esporte. Interferem no processo de preparação, cobram muito do filho chegando quase ao extremo, onde este pode perder o prazer de jogar. Exaltam-se facilmente com o treinador, árbitro, causando um ambiente hostil.

Com esse pai, é necessária a intervenção, para que ele entenda que frente a esse cenário seu filho não conseguirá ir muito adiante.

Larissa Kraus é psicóloga clínica do esporte e já atuou como psicóloga de Base para o CA Juventus.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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