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Paralimpíada chama atenção para a importância da Arquitetura Inclusiva

15 set 2016
10h50
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A Paralimpíada 2016 está acontecendo neste momento na cidade do Rio de Janeiro e nos mostra o grande número de pessoas que necessitam de espaços e ambientes adaptados para sua melhor locomoção e vivência do dia a dia.

Foto: DINO

Hoje, no Brasil, mais de 45 milhões de pessoas têm alguma deficiência ou dificuldade de locomoção, seja temporária ou permanente. Além das dificuldades e limitações do próprio corpo, elas ainda precisam conviver com os obstáculos que a cidade impõe. Assim, é extremamente importante que haja projetos que beneficiem a melhora de vida e locomoção de quem possui necessidades especiais, como explica o arquiteto urbanista Marcelo Palhares Santiago, diretor do escritório Horizontes Arquitetura e Urbanismo. "Desde 2004 existe uma norma (NBR 9050) que determina que todos os espaços públicos devem ser acessíveis a pessoas com dificuldade de locomoção. Esta norma foi aperfeiçoada e revisada em 2016. Hoje em dia, todos os projetos novos já seguem os princípios de acessibilidade previstos nesta norma. Aos poucos, os órgãos públicos vêm reformando e adaptando seus edifícios", conta.

De acordo com o profissional, esta preocupação deve estar presente não só nos espaços de eventos e atendimento ao público, mas também nos escritórios e espaços de trabalho, para que seja dada a todos a oportunidade de acesso ao mercado de trabalho. "A acessibilidade universal na cidade e nos edifícios é fundamental para melhorar a qualidade de vida de 25% da população brasileira, dando oportunidade e condições para estas pessoas terem acesso a espaços de lazer, educação e, principalmente, ao mercado de trabalho", afirma Marcelo Palhares.

Todos os projetos desenvolvidos pelo escritório Horizontes Arquitetura e Urbanismo, segundo Marcelo, levam em conta as preocupações com a acessibilidade universal, tendo o cuidado de prever soluções que atendam às diversas limitações da população. As soluções utilizadas, com mais frequência, são a eliminação de barreiras - evitando degraus e desníveis -, execução de banheiros acessíveis, instalação de rampas e plataformas elevatórias, definição de alturas adequadas para equipamentos, instalação de portas e passagens largas, entre outras.

"A restauração do MAP, por exemplo, é um projeto diferente, pois envolve a acessibilidade universal em edificação tombada pelo patrimônio histórico, onde existem diversas restrições para execução de reformas. O projeto prevê comunicação visual em braile e pisos direcionais podotáteis para orientação de pessoas com deficiência visual, diversas reformas com instalação de rampas e plataformas para cadeirantes, banheiros adaptados para pessoas com dificuldade de locomoção", esclarece Marcelo Palhares que, com seu escritório, Horizontes Arquitetura e Urbanismo, está à frente da restauração do museu.

Outro trabalho desenvolvido pelo escritório, com início das obras previsto para 2017, é o "Kit Idoso - Banheiro Seguro". O projeto tem como objetivo adaptar banheiros de casas de cerca de 300 idosos carentes e com dificuldade de locomoção, de forma a diminuir acidentes e aumentar a autonomia dos moradores.

O arquiteto ressalta que todos os projetos do Horizontes Arquitetura e Urbanismo, sejam novos ou reformas de edificações existentes, levam em conta essa preocupação, uma prioridade para eles. "Já desenvolvemos diversos temas como escolas, universidades, museus, centros esportivos, edifícios comerciais, centros de saúde, restaurantes, habitação de interesse social, dentre outros. Em todos estes temas, a questão da acessibilidade é sempre prevista para atender usuários e funcionários", encerra.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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