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O desafio logístico do e-commerce com fim do e-Sedex

12 dez 2016
16h14
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Recentemente os Correios confirmaram o fim do serviço de e-Sedex a partir do dia 1º de Janeiro de 2017. O serviço, exclusivo para empresas de e-commerce, oferecia, por um valor reduzido, os mesmos prazos de entrega de uma encomenda Sedex comum, porém restringindo a área de cobertura, e limitando o peso do objeto postado em até 15 quilos. A decisão tomada pelos Correios busca reduzir os custos da empresa, que teve um prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015.

Para os empreendedores do comércio eletrônico, o fim do e-Sedex é uma péssima notícia, principalmente para as empresas de pequeno e médio porte, que tinham nesse serviço uma boa opção para enviar seus produtos com rapidez e segurança, cobrando um preço competitivo com os grandes varejistas.

Segundo as estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o frete representa entre 6% a 12% do valor total pago por um produto adquirido via web. Com essa mudança os e-commerces poderão ter que cobrar um valor até 30% maior pela entrega rápida, ou passar a utilizar outros serviços como o PAC, cujo prazo de entrega é muito maior.

"A preocupação do setor é que essas medidas dos Correios causem redução da aquisição de produtos pela web ou maior concentração nos grandes e-commerces", avalia Adriana Maia da Impressora.com , site especializado em impressoras e scanners. "O preço do e-sedex sai mais em conta para uma pequena empresa do que contratar o serviço de uma transportadora privada. Ao negociar a tarifa com uma dessas transportadoras privadas, o pequeno e-commerce dificilmente terá um valor tão competitivo quanto das grandes lojas", completa Adriana.

A conta mais salgada deve chegar no carrinho do consumidor. Com as margens pressionadas e boa parte do setor operando no vermelho, o aumento de custos tende a ser repassado aos clientes.

Uma pesquisa feita pelo site Ebit, com 4.700 consumidores, indicou que 23% escolhem a loja online onde irá comprar em função das opções de frete oferecidas. Sendo assim, um dos grandes desafios do e-commerce brasileiro em 2017 será encontrar alternativas ao e-Sedex, mantendo os preços competitivos e a rapidez na entrega, elementos que são considerados essenciais pelos consumidores.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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