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Frustração profissional: até quando vamos adoecer nas empresas?

30 set 2016
14h54
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É crescente o número de profissionais que procuram apoio para definir os próximos passos de carreira levados por um sentimento de frustração profissional.

Foto: DINO

Desânimo, desmotivação, falta de vontade de ir ao trabalho e o desconforto no final do domingo são os primeiros sinais. Doenças psicológicas e fisiológicas causadas pelo estresse e pelo desgaste emocional são cada vez mais comuns e começam a acender alertas nas empresas e nos funcionários de que algo não vai bem nesta relação.

Segundo Lilian Sanches, coach e especialista em carreira da Intentus, um dos principais fatos que levam à frustração profissional "é que nunca paramos para pensar no que nos serve, seguimos a vida correndo atrás de modelos de sucesso pré-estabelecidos. Testamos e seguimos um modelo para a felicidade (faculdade - inglês - pós / MBA - um bom cargo / salário - um carro bonito), mas muitas vezes ele não funciona. E então vem a frustração profissional".

Um exemplo clássico vem de como escolhemos a carreira. Esta escolha acontece muito cedo e normalmente se faz de três formas:
• Opinião e espelhamento das vontades familiares;
• Primeiras experiências profissionais ou de estudo, ganhando aptidão por determinado assunto ou área;
• Escolher uma das profissões promissoras do momento (seja médico - engenheiro - advogado que será feliz!).

E seguir este modelo padrão não está errado, apenas temos que nos perguntar:

• É isso mesmo que quero?
• O preço que estou pagando para cada conquista, vale a pena?

Não nos questionamos, não avaliamos, e o tempo passa. A vida passa. E cada vez tem mais gente infeliz.

Na última pesquisa que a Intentus Consultoria, empresa especializada em desenvolvimento humano e liderança realizou com mais de 200 pessoas de diversas regiões do Brasil, o número foi alarmante: 71% das pessoas insatisfeitas com o trabalho. Consultamos outras fontes recentes, no Brasil e no exterior, e todas falam de insatisfação profissional em torno de 80 a 85% na faixa etária dos 30 anos, como na pesquisa realizada pela Giacometti Comunicação.

E no meio deste cenário caótico, nos deparamos nos sites e revistas com programas e histórias que não cabem na vida da maioria das pessoas:

• Largue tudo e trabalhe viajando, curtindo a vida;
• Faça apenas o que você ama;
• "Vire" empreendedor e trabalhe muito menos e ganhe muito mais;
• Encontre um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia da vida;
• Ganhe na loteria;
• Vá trabalhar na profissão do momento e fique rico e feliz.

Para algumas pessoas estas máximas da felicidade profissional servirão. Para a outra parcela da humanidade encontrar a felicidade e a satisfação no trabalho vai um pouco além.
Significa continuar trabalhando e tentar ajustar o máximo que pode, o que inclui fazer um planejamento financeiro para assim ter garantias de que poderá pagar as contas no final do mês ou sobreviver um período sem receitas, antes de tentar algo novo.

Para outras pessoas existe o sonho da carreira corporativa e tudo que vem junto a ela: salário, benefícios, cargo, posição, status e muito mais.

"Antes de sairmos por ai seguindo novamente modelos de sucesso, precisamos entender o que nos cabe, quais nossas necessidades, preferências e potencialidades, para então iniciarmos qualquer planejamento e transição." finaliza Lilian Sanches, que também sugere 6 questionamentos sobre carreira que você tem que se responder:

• Faço o que gosto e sei fazer bem o que faço na maior parte do dia?

• Se eu trabalhasse em outra empresa, na mesma área, estaria mais motivado?

• Gosto da minha profissão ou apenas de algumas tarefas dela?

• Como posso fazer uma transição de carreira, de área, de segmento ou profissão?

• Quais resultados quero e como faço para conquistá-los: crescimento, salário, reconhecimento, qualidade de vida?

• Qual seria meu plano B, C,D… se o plano A não der certo?


Seja qual for a mudança, por mais difícil que seja, talvez você não possa não conseguir realizá-la em seis meses. Mas pode conquistá-la em 2 ou 6 anos. É necessário começar. E o mais importante: começar na direção certa!

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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