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Flavio Maluf comenta sobre o futuro da construção civil na economia brasileira

Considerada como uma das áreas mais importantes da economia nacional, a construção civil passa a reagir

15 set 2016
15h38
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A recessão econômica que o país vivencia atualmente já causou muitos estragos, dentre eles, a demissão em massa. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de desemprego passou de 8,5% em 2015 (recorde desde 2009) para mais de 11% em 2016.

Uma das áreas econômicas mais atingidas pela recessão e pelo desemprego foi a construção civil.

Recentemente, a Revista Exame publicou uma notícia na qual afirmava que nunca, na história, a rentabilidade da indústria da construção civil foi tão baixa: de cerca de 11% de rentabilidade em 2013, passou a pouco mais de 2% em 2014. Um número assustador para um setor da economia brasileira que representa aproximadamente 13% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, explicita Flavio Maluf, executivo da Eucatex que atua há muitos anos neste ramo.

No ano posterior, em 2015, o setor chegou a demonstrar algumas reações após o desastroso ano de 2014. O empresário Flavio Maluf comenta que a expectativa é que, nestes anos de 2016 e 2017, as atividades de construção voltem a crescer e a indústria de materiais de construção comece a elevar os seus índices de venda.

Além de Flavio Maluf, uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) demostra que os empresários estão acreditando no aumento do índice de vendas de curto prazo.

Em agosto, 18,5% dos pesquisados apontaram o qualitativo "bom" e "muito bom", relacionado às suas expectativas de vendas. A previsão é que, no mês de setembro, a porcentagem suba para 29,6%. Esta é, sem dúvida, a indicação de que o mercado está reagindo.

Com relação aos investimentos de médio prazo, as expectativas aumentaram de 39% em julho deste ano para 44% em agosto. Também se espera que este índice aumente no mês de setembro.

A própria pesquisa da ABRAMAT aponta que, no ano passado, apenas 4% dos empresários das indústrias de materiais acreditavam em algum tipo de reação do mercado. Enquanto que, neste ano de 2016, o otimismo atinge cerca de 30% dos empresários.

Aos poucos o cenário econômico vai mudando. Os investidores ainda estão receosos, assumindo uma postura mais cautelosa.

Porém, a expectativa é que as atividades aumentem, proporcionando mais empregos para os brasileiros, maior rentabilidade para o setor e maior crescimento econômico para o país - destaca o presidente da Eucatex Flavio Maluf.

Não apenas a construção civil, mas diversos outros setores da economia têm dado sinais de vida nestes últimos meses. A agropecuária, por exemplo, com os incentivos do governo, está ganhando espaço no mercado. Espera-se que as indústrias em geral também comecem a apresentar bons resultados. Segundo especialistas, a economia brasileira começará a melhorar a partir de 2017, reporta o empresário.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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