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Crianças e adolescentes de baixa renda da região oeste de São Paulo recebem educação complementar de entidade educacional sem fins lucrativos

7 out 2016 16h33
| atualizado às 16h54
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O Instituto Sylvio Passarelli, entidade educacional sem fins lucrativos, criada e mantida pela família de Sylvio Passarelli, o fundador do Grupo Passarelli, que atua há mais de 80 anos no setor de construção civil, infraestrutura e saneamento, vem desenvolvendo um trabalho modelo de complementação da educação de crianças e adolescentes de baixa renda da região oeste da cidade de São Paulo. O Instituto pratica, desde 2011, projetos de educação democrática focados no protagonismo juvenil. Por meio do acesso ao conhecimento, promove o desenvolvimento das crianças e jovens, preparando-os com autonomia para a construção de um futuro promissor. O Instituto tem conquistado o respeito das famílias e a adesão média de 90 crianças e adolescentes por ano, além de projetos para mães e avós. Os jovens são alunos de escolas da região do 3º ano fundamental até o 3º ano médio, que frequentam aulas no Instituto para aprofundamento cultural, em média três vezes por semana.

Foto: DINO

O formato inovador do projeto nasceu após ouvir os alunos a respeito dos interesses pessoais e necessidades, de suas comunidades e de suas escolas. O corpo docente criou uma metodologia própria, baseada na escuta permanente e no diálogo entre as partes: coordenação, educadores, educandos e comunidade.

O projeto "Circuito Cidadão" é um dos principais. Formado por quatro eixos de conteúdos: o "Eixo Mundo", que ensina história, geografia e sociologia; "Eixo Comunicação", com aulas de gramática, literatura e redação; o "Eixo Números", com aulas de matemática, física e raciocínio lógico, e o "Eixo Vida", com aulas de ciências, química e sustentabilidade. Simultaneamente, acontece o projeto de artes visuais e teatro.

"Cada eixo é ministrado em 10 semanas (um bimestre). Os alunos passam pelos quatro eixos ao longo do ano, trocando experiências e aprendendo com cada professor. Ao completar 1 ano, o educando já estabeleceu diálogo e vínculo com todos os educadores; isso faz do Instituto a sua segunda casa, e confere ao espaço uma atmosfera de acolhimento emocional para educandos e educadores. Esse cenário de respeito e confiança é a base para o crescimento pessoal do aluno. Com base nisso que desenvolvemos nosso trabalho", conta Fernanda Doubek, coordenadora pedagógica do Instituto Sylvio Passarelli.

Os alunos são incentivados a criar projetos próprios ou a colocar em prática novas ideias dentro do conceito das aulas de cada eixo. Por exemplo, uma vez por mês acontece a assembleia geral, onde educandos e educadores têm voz para decidir questões de interesse coletivo ou até mesmo mudar regras.

Seguindo esse mesmo preceito, foi criado o "Projeto Mangos". Após conversas e uma eleição para saber como seria realizada a distribuição das doações de roupas e brinquedos que o Instituto recebia, chegou-se à conclusão que apenas entregar os itens aos alunos de forma assistencialista não seria uma atitude que estava alinhada às práticas do Instituto.
Então, levando-se em conta o fato dos alunos estarem sempre envolvidos, de forma voluntária, em ações que contribuem para a harmonia e o bem-estar coletivo, surgiu a ideia de criar um sistema interno em que, ao realizar atividades de apoio ao Instituto, os participantes recebem moedas de circulação interna, nomeadas de "mangos", que podem ser trocadas pelas doações.

"As dependências do Instituto contam com cozinha, sala de artes e de informática, biblioteca, bazar, teatro, camarim e quadra poliesportiva. São ambientes que necessitam ser cuidados e gerenciados. Então, nada melhor do que os próprios alunos tornarem-se responsáveis por eles e aprenderem como cuidar e gerenciar seus recursos. Além de nos ensinarem a construir um espaço criativo, onde se sintam acolhidos", ressalta Fernanda.

Os alunos são divididos em 10 equipes: nutrição, biblioteca, economia, relações públicas, esportes, artes, customização, horta, futuro&carreira e bazar, cada uma com suas atividades e responsabilidades. Todos recebem em "mangos" pelas contribuições que realizam visando o bem-estar coletivo.

Os alunos também mantêm atividades paralelas, como artes, teatro e esportes. As turmas têm no máximo 16 alunos e nenhuma aula é feita com lousa. Tudo acontece com base em debates e diálogos ou com o telão ligado na internet e power point do professor. Cadeiras só se alguém fizer questão, a tradição ali são os grandes puffs coloridos.

Turma de mães
O Instituto criou uma "Turma de mães", ao sentir a necessidade de ampliar para o ambiente familiar a transformação na vida dos jovens, fortalecendo o diálogo dentro de casa. As turmas reúnem entre 40 e 60 mães que participam de atividades como o "Cinedebate", uma ação de difusão cultural que consiste na exibição de um filme, seguida de debate. A iniciativa é da UBS Jardim Boa Vista, em parceria com o Instituto, com o curso de Terapia Ocupacional da USP e com a ETEC (Escola Técnica Estadual de São Paulo) Raposo Tavares. Outra atividade são as aulas de informática, da qual participam 10 mães e avós dos alunos.

Alunos Satisfeitos
A prova de que as atividades de ensino estão dando muito certo é o fato de que vários alunos que passaram por lá estão na faculdade. Como a Thawane Pontes que, aos 17 anos, foi aprovada em 2º lugar no curso de Administração de Empresas da FEI - Faculdade de Engenharia Industrial. "Minha formação no ensino médio não foi boa, mas conquistei uma das 11 bolsas integrais graças à educação complementar que recebi", revela. Beatriz Lima, por sua vez, foi aprovada na Escola de Música do Estado de São Paulo - Tom Jobim em meio a uma concorrência acirrada. Na época, aos 17 anos, ela conta que sempre teve em mente que poderia obter formação acadêmica em uma instituição pública. "Fui a única menina aprovada para o curso de contrabaixo", comemora.

Sonho é se tornar uma escola
Fernanda está no Instituto desde seu início e afirma que o grande projeto é que a entidade se transforme numa escola de verdade, mantendo a metodologia e os princípios atuais. Ela ressalta que os professores têm todas as qualidades e são incentivados a usar todos os recursos disponíveis, bem como alternar aulas externas, internas e visitas às comunidades próximas. "Esse é o grande sonho. Os alunos já frequentam o Instituto como uma verdadeira escola e nosso corpo docente é extremamente comprometido com o projeto. Nosso desejo é ir além da educação formal, olhando também o lado do ser humano e dando apoio educacional e emocional para nossos alunos", finaliza.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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