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Anexo do Museu de Arte da Pampulha permitirá grandes exposições de arte

2 set 2016
14h32
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Criado nos anos 40 para funcionar como um cassino, o edifício, que hoje abriga o Museu de Arte da Pampulha, não oferece condições adequadas para exposição e abrigo de obras de arte. Por conta disso, é fundamental a construção do Anexo do MAP para preservação do acervo e, também, do edifício do museu, como explica o arquiteto urbanista Marcelo Palhares Santiago, do escritório Horizontes Arquitetura, responsável pelo projeto de restauro do MAP e, também, pela ampliação do prédio, pertencente ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, recém-eleito pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Foto: DINO

"As montagens de instalações de arte contemporâneas e montagem de suportes para exposição de pinturas, muitas vezes, exigem fixação de elementos nos pisos, paredes ou janelas, o que vem causando sérios danos ao edifício. As grandes fachadas envidraçadas não permitem controle da radiação solar. A estrutura espacial do edifício e as restrições do tombamento impedem a instalação de equipamentos para controle de temperatura e umidade. Estas carências podem causar danos às obras de arte e, além disso, a falta destes controles dificultam o recebimento de exposições internacionais, pois os grandes museus exigem condições expositivas adequadas para envio das obras de grandes artistas", explica o profissional.

O anexo do MAP será o maior e principal Museu de Arte de Belo Horizonte, que terá o maior acervo e um dos melhores laboratórios de conservação de obras de arte do Brasil. Para restauro integral do local é imprescindível que seja construído este novo espaço, permitindo a transferência do acervo que será retirado do edifício principal do MAP, proporcionando um local adequado para a realização de grandes exposições nacionais e internacionais e, principalmente, melhores condições para conservação do importante acervo.

"Como a Unesco deu prazo de três anos para início dos trabalhos de restauração, é fundamental que o anexo seja construído paralelamente às obras de restauração. Desta forma o acervo existente poderá ser imediatamente transferido e a cidade de Belo Horizonte passará a ter seu primeiro museu de artes tecnicamente preparado para ampliação do próprio acervo e para receber grandes exposições", ressalta Marcelo Palhares.

O MAP continuará como museu, porém será usado para exposições de arte contemporânea e eventos e, em seu auditório acontecerão shows e diversos eventos. O museu terá uma biblioteca especializada em artes, aberta ao público, junto a um espaço educativo para receber grupos escolares. Marcelo Palhares esclarece que as exposições de arte contemporânea não exigem controle de luz natural, temperatura e umidade e, por isso, poderão continuar acontecendo no MAP. Já ás demais exposições, que exigem maior controle, passarão para o anexo.

Segundo o arquiteto, a construção do anexo do MAP trará diversos benefícios diretos para a Pampulha e para o Museu de Arte da Pampulha, contribuindo para o resgate da vocação original da região que é oferecer espaços públicos de lazer e cultura para a população. Além de ter a sua estrutura especialmente projetada para funcionar como museu, com condições adequadas para exposição e abrigo de obras de arte, contribuindo com a sua preservação.

"As obras de arte, atualmente, se deterioram por estarem abrigadas em espaço inadequado e, também, para preservação do próprio edifício do MAP que acaba sendo danificado durante a montagem de exposições. É importante ressaltar que o Conjunto da Pampulha já era tombado antes mesmo do seu reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade e, por isso, o projeto do anexo já foi desenvolvido sob acompanhamento de três órgãos de proteção do patrimônio (DIPC - municipal, IEPHA - estadual e IPHAN - federal), que orientaram a equipe de projeto para que a arquitetura do Anexo respeitasse o patrimônio moderno da Pampulha", afirma Marcelo.

O projeto do anexo recupera vários conceitos da arquitetura modernista usados por Niemeyer e prevê uso de materiais, técnicas e estética contemporâneas. Ao mesmo tempo, ele reinterpreta elementos característicos da arquitetura modernista do lendário arquiteto, como brises, pilotis, terraço e rampas escultóricas.

"O anexo respeitará a estética moderna e o conceito do paisagismo original, pois o edifício ficará recuado da calçada, criando um grande jardim frontal, integrado visualmente com a arquitetura e com os jardins de Burle Marx do outro lado da avenida. O novo edifício servirá como referência de integração com o patrimônio, com uma arquitetura ousada e contemporânea, mas ao mesmo tempo discreta, deixando o destaque para o conjunto moderno de Niemeyer e para as obras de arte que estarão em seu interior", encerra Marcelo Palhares.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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