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A relação das emoções com a sinceridade, por José Borghi, da Mullen Lowe Brasil

Utilizado por profissionais de marketing, um método pioneiro propicia que pessoas respondam questionamentos com maior margem de veracidade.

24 jun 2016
13h16
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Um estudo inédito, realizado pela agência Narita Design & Strategy, confirmou a legitimidade da premissa de que uma imagem valeria mais que mil palavras. Os participantes, cerca de cem jovens homens, possuíam no máximo 28 anos. Além da faixa etária escolhida, os rapazes tiveram de deixar temporariamente a depilação de lado, pois havia a exigência de se possuir pelos. Todos os esforços visavam descobrir se as imagens revelariam com mais fidelidade os anseios do consumidor. Para o também publicitário, José Borghi, que atualmente ocupa a posição de co-CEO da Mullen Lowe Brasil, tal estudo pode descortinar importantes informações acerca do melhor caminho a se seguir em campanhas publicitárias.

A maneira usual de se entrevistar consumidores dentro dos mecanismos de propaganda e marketing, consiste em elaborar perguntas onde as respostas são posteriormente colhidas. Segundo Mário Narita, o novo método, que baseou-se em expor os participantes ao estímulo de imagens com o intuito de se conhecer o que cada um pensava, provou estimular respostas de forma mais rápida, algo estimado em vinte vezes se comparado com o questionário habitual. Para o pesquisador, quando questionadas sob pressão, há uma grande possibilidade de que as pessoas respondam de modo incorreto ou distorcido. Conhecido pela maneira contagiante com que encara o trabalho na Mullen Lowe Brasil, José Borhi, que já esteve na Borghi Lowe, acredita que tal experimento muito colaborará para o mercado publicitário.

Com o aval da renomada escola de liderança criativa de Berlim, o trabalho revelou que o homem estabelece laços de afetividade quando indagado através do uso de imagens, pois não há grande possibilidade de racionalização das respostas. O contrário, de acordo com a pesquisa, ocorre quando a pessoa, não visualizando nenhuma imagem, necessita elaborar o que responderá. Segundo Borghi, da Mullen Lowe Brasil, a humanização dentro da propaganda, transita pelo campo do inconsciente do consumidor. Este fato já vinha sido notado, mas não havia um estudo, agora há um embasamento cientifico para tais afirmações.

Os entrevistados foram questionados a respeito de qual sensação tinham ao serem depilados. Quando viram-se por meio de imagens, comentaram de formas mais emocionais e verdadeiras, afirma Narita. José Borghi acredita que somente conhecendo-se profundamente o que desejam as pessoas, é que será de fato possível atendê-las plenamente no que necessitam. De acordo com o experiente executivo da Mullen Lowe Brasil, é importante que haja constante atualização dos meios que mapeiam os perfis de consumidores, pois a sociedade, que ao mesmo tempo reflete e influencia o comportamento humano, modifica-se com impressionante velocidade.

Com uma equipe composta por uma psicóloga e diversos profissionais de criação, a Narita utilizou o método em várias campanhas publicitárias encomendadas por grandes empresas. Mesmo com resultados satisfatórios alcançados, a agência que agia de forma empírica, buscava uma maneira de comprovar o caráter científico das práticas adotadas. O sistema límbico foi o foco da pesquisa, pois trata-se da região cerebral responsável pelo processamento das emoções. Com comprovação científica, a credibilidade dos trabalhos publicitários aumentará, analisa o responsável pela Mullen Lowe Brasil. Borghi destaca que o segmento poderá contar com uma nova e efetiva maneira de atuação.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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