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Ruínas de suposta capital de antigo reino na Rota da Seda são descobertas

30 mar 2017
12h13
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Arqueólogos chineses anunciaram nesta quinta-feira terem achado no noroeste do país as ruínas de uma cidade que acreditam que tenha sido a capital do Reino de Loulan, que floresceu há 2 mil anos na zona pela qual passava a Rota da Seda, via comercial entre China e Ocidente que atravessava a Ásia Central.

Os restos da cidade foram descobertos em janeiro no deserto de Lop Nor, uma das zonas mais inóspitas da região autônoma de Xinjiang e, após semanas de trabalhos, os especialistas determinaram que poderia se tratar da também conhecida como "Pompeya Oriental", uma cidade que desapareceu enterrada nas areias.

Os primeiros restos do chamado Reino Loulan foram achados em 1900 pelo arqueólogo sueco Sven Hedin, a 57,5 quilômetros dos agora localizados.

Nos dois meses transcorridos desde o achado, os pesquisadores puderam reconstruir algumas seções da muralha que um dia rodeou a cidade, que chegou a medir 2,7 metros de altura e rodeava um núcleo de cerca de 300 metros de diâmetro.

Na zona apareceram armas de bronze, moedas, arcos e flechas, que como as estruturas amuralhadas pertencem à época da dinastia Han Oriental (25-220)

A capital de Loulan pode ter mudado de lugar durante os primeiros séculos de nossa era, devido a problemas de abastecimento de água, desastres naturais, guerras e epidemias, que fizeram com que por volta dos séculos VII-VIII desaparecesse completamente.

EFE   

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