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Estudo: incesto entre animais ajuda a evitar agressão sexual

3 dez 2010
11h47
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Estudo de pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, indica que o incesto entre animais ajuda a acabar com agressões sexuais. A conclusão foi feita a partir de pesquisa com espécies em que os machos causam prejuízos a seus parceiros nas relações sexuais. As informações são do site da revista New Scientist.

A população de coelhos pigmeus da bacia do Colúmbia - considerada única, já que está isolada há 10 mil anos das demais - teve um grande aumento nas ameaças de extinção nos últimos cinco anos, de acordo com o governo americano
A população de coelhos pigmeus da bacia do Colúmbia - considerada única, já que está isolada há 10 mil anos das demais - teve um grande aumento nas ameaças de extinção nos últimos cinco anos, de acordo com o governo americano
Foto: Oregon Zoo / AP

Em algumas espécies, a competição entre os machos pode significar que as fêmeas são machucadas durante o sexo. Por exemplo, uma espécie de besouro, o caruncho do feijão, possui pênis com pequenos "espetos", que fura a parte interna da fêmea e, acredita-se, sirva para marcar a fêmea, depositando seu espermas nos furos, e evitando que outros machos se aproximem dela. Porém, a questão evolutiva entra em questão: se o macho prejudicar a fêmea de sua própria família, menos genes dela sobrarão, o que torna o incesto uma maneira de proteger a espécie e evitar a violência.

O estudo foi realizado em um sistema de computador em que os pesquisadores observaram se os machos eram mais ou menos agressivos com as fêmeas dependendo da proximidade familiar. O estudo descobriu que, em populações com parentes próximos, os machos machucam menos as fêmeas e são mais bem sucedidos em espalhar seus genes.

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Fonte: Redação Terra
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