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Macaco que ronrona é uma das novas espécies descobertas na Amazônia

Entre as novas espécies estão 258 plantas, 58 anfíbios, 22 répteis, 18 aves e um mamífero. O destaque é para um macaco que ronrona

23 out 2013
16h20
atualizado em 24/10/2013 às 07h22
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Pelo menos 441 novas espécies de animais e plantas foram descobertas nos últimos quatro anos na Amazônia, entre elas um macaco que ronrona como um gato, um lagarto colorido, uma piranha herbívora e uma orquídea rosa, informou nesta quarta-feira o World Wide Fund for Nature (WWF).

O zogue-zogue Caqueta titi é uma das 20 espécies existentes desse tipo de macaco que vive na Amazônia
O zogue-zogue Caqueta titi é uma das 20 espécies existentes desse tipo de macaco que vive na Amazônia
Foto: Javier Garcia / Divulgação

Acredita-se que muitas das espécies descobertas são endêmicas da floresta Amazônica, ou seja, espécies nativas, e não se encontram em outros lugares do mundo. Isso torna essas espécies ainda mais vulneráveis diante da contínua destruição da floresta.

O número total de espécies descobertas pelos cientistas entre 2010 e 2013 compreende, segundo um comunicado de WWF, 258 plantas, 84 peixes, 58 anfíbios, 22 répteis, 18 aves e um mamífero.

"Essas espécies são um patrimônio natural único que precisamos conservar. Isso significa pro teger seu lar, a incrível Floresta Amazônica, que está ameaçada pelo desmatamento e pela construção de represas", destacou em comunicado Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da ONG ambientalista.

O zogue-zogue Caqueta titi (Callicebus caquetensis) é uma das 20 espécies existentes desse tipo de macaco que vive na Amazônia. Os bebês apresentam uma característica diferente: quando eles estão muito satisfeitos, eles ronronam um para o outro, segundo informações do cientista Thomas Defler.

Entre as descobertas relevantes está um lagarto colorido, encontrado graças aos filhotes que nasceram de ovos coletados pelos cientistas na Amazônia colombiana. O animal, denominado Cercosaura hypnoides, é uma espécie escorregadia que nunca foi vista antes em seu estado natural, por isso acredita-se que pode estar em perigo de extinção.

Outra das espécies é uma pequena rã, que também acredita-se que esteja em risco "crítico" de extinção e a terceira do tipo Allobates, encontrada na Guiana.

Destaca, por outro lado, a piranha herbívora conhecida como Tometes camunani, que pode chegar a medir até 50 centímetros de comprimento e pesar até 40 quilos. A piranha vive nas corredeiras rochosas cercadas por plantas, sua principal fonte de alimento, e foi encontrada na bacia do Rio Trombetas, no Pará.

Nas montanhas da Guiana, foi descoberta uma serpente de cores brilhantes e na Amazônia brasileira foi encontrada uma orquídea rosa batizada Sobralia imavieirae.

O sagui de Caquetá (Colômbia), o Callicebus caquetensis, por sua vez, tem como uma de suas características mais particulares o fato de que, quando ficam muito contentes, ronronam uns para os outros, assim como os gatos, segundo o cientista Thomas Defler.

"Coletar e atualizar informações sobre essas novas espécies descobertas na imensidão do Amazonas nos últimos quatro anos demonstra quão importante é essa região para a humanidade, e quão importante também é pesquisá-la, compreendê-la e conservá-la", enfatizou Cláudio Maretti.

EFE   

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