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ESA diz que existem 750 mil partículas de lixo de pelo menos 1 cm no espaço

18 abr 2017
10h18
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O diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), Jan Wörner, disse nesta terça-feira que existem mais de 750 mil partículas de lixo de pelo menos um centímetro no espaço.

Wörner alertou na sétima conferência sobre lixo espacial que acontece no centro de controle de operações da ESA em Darmstadt, na Alemanha, sobre o perigo que representam essas partículas e outras maiores.

O diretor-geral da ESA explicou que o satélite de observação da Terra Sentinel 1A foi lançado em 2014 e que, em 2016, os especialistas observaram que a produção de eletricidade no mesmo estava diminuindo. Quando eles olharam para os painéis solares, viram que um deles estava danificado pelo impacto de uma partícula muito pequena.

A ESA realiza a partir de hoje e até 21 de abril esta conferência em seu centro de controle de operações na qual abordará os danos causados pelo lixo espacial, as formas de evitá-los e como remover essas partículas do espaço.

A colisão em fevereiro de 2009 do satélite de comunicações americano Iridium 33, lançado em setembro de 1997, com o satélite Kosmos 2251 produziu uma grande quantidade de lixo espacial, lembrou Wörner.

O especialista avaliou que, para lidar com o lixo espacial, "é necessário realizar um acompanhamento, evitar as colisões e retirar" as partículas.

O diretor-geral da ESA considerou que está tarefa é um "desafio global, que deve ser enfrentado em nível global, com iniciativas comuns em todo o mundo para lutar contra os perigos" causados pelo lixo no espaço.

Wörner insistiu que a ESA está disposta a contribuir em assuntos como o lixo espacial, a previsão meteorológica e os objetos próximos do planeta Terra.

EFE   

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