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Ciência

Encontradas no Egito 12 tumbas do Império Novo faraônico

Reuters
11 jan 2017
13h53
atualizado às 15h23
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Uma missão de arqueólogos suecos descobriu um conjunto de 12 tumbas esculpidas na rocha que datam do Império Novo faraônico (1539 a 1075 a.C.), na cidade monumental de Assuã, no sul do Egito, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo Ministério de Antiguidades.

O diretor do departamento de Egiptologia no Ministério, Mahmoud Afifi, comemorou a descoberta, que se remonta aos reinados dos faraós Tutmosis III e Amenhotep III, já que, na opinião dele, esse tipo de achado ajuda a mudar a percepção da história nas montanhas de Al Silsila, em Assuã, de acordo com um comunicado.

Além dessa descoberta, encontraram três criptas esculpidas na rocha, dois nichos utilizados provavelmente para oferendas, um túmulo com enterros de animais e três sepultamentos individuais correspondentes a infantes, junto com outros materiais.

Por sua vez, o diretor-geral de Antiguidades de Assuã, Nasr Salama, explicou que as tumbas individuais que foram escavadas revelam múltiplas formas de enterro dentro da mesma câmara ou cripta.

Os especialistas da Universidade de Lund que lideraram a expedição, Maria Nilsson e John Ward, disseram que documentaram três estilos diferentes de enterro, incluindo uma cripta esculpida na rocha, um túmulo pouco profundo coberto de pedra, e outra de um bebê envolvido em tela e colocado dentro de um caixão de madeira.

Tumbas esculpidas na rocha datam do Império Novo faraônico
Tumbas esculpidas na rocha datam do Império Novo faraônico
Foto: Reuters

Nilsson afirmou que a grande quantidade de restos mortais recuperados da necrópole indica que os indivíduos estavam sãos, e confirma que quase não há provas de que as pessoas sofriam desnutrição ou infecções de qualquer tipo.

Além disso, sugere que nessa época existia uma assistência médica eficaz, pois muitos dos ferimentos se encontravam em um estado avançado de cura.

A missão sueca começou seus trabalhos na área em 2012 e em 2015 descobriu 43 tumbas, das quais cinco foram escolhidas pelos especialistas da Universidade de Lund para serem limpas e estudadas.

EFE   

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