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Andar de Novo: pesquisadores questionam futuro do projeto

Segundo jornal, pesquisa que levou dinheiro brasileiro não é desenvolvida no país, e não há garantias de continuidade

1 jun 2014
09h26 atualizado às 10h40
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09h26 atualizado às 10h40
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Está tudo pronto para que um paraplégico dê o pontapé inicial da Copa do Mundo. O projeto Andar de Novo, contudo, não é unanimidade entre pesquisadores brasileiros, conforme aponta matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo neste domingo, dia 1º de junho. De acordo com o jornal, há dúvidas quanto ao futuro das pesquisas do neurocientista Miguel Nicolelis. Além disso, ele fará essa apresentação pública no Mundial sem sequer ter publicado artigos científicos sobre resultados de testes em humanos.

Uma das críticas questiona o fato de o projeto ser desenvolvido majoritariamente nos Estados Unidos, apesar de ter recebido R$ 33 milhões do governo brasileiro para a realização de testes clínicos. Além disso, o médico ainda não informou o que pretende fazer com o exoesqueleto depois da Copa, deixando no ar se ele continuará a ser desenvolvido no Brasil ou se será levado para seu laboratório nos Estados Unidos, sem que se saiba se os pacientes da AACD que participam dos testes hoje continuarão a ter acesso à tecnologia nas próximas etapas do processo.

O projeto Andar de Novo existe desde 2004 e o convênio de R$ 33 milhões, destinado especificamente à construção do protótipo do exoesqueleto que será demonstrado na Copa, foi assinado em dezembro de 2012.

Segundo o Estado, o valor investido na construção do protótipo chama a atenção pela grandiosidade, já que é de três a 10 vezes maior do que qualquer um dos 37 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) da área da saúde receberam do CNPq nos últimos cinco anos.

Fonte: Terra
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