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Agência Europeia de Químicos não considera glifosato substância cancerígena

15 mar 2017
11h14
atualizado às 14h32
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A Agência Europeia de Substâncias e Misturas Químicas (ECHA) informou nesta quarta-feira que não achou evidências de que o glifosato, o herbicida mais utilizado no mundo todo, seja cancerígeno ou cause problemas graves de saúde, como denunciam várias organizações.

"O Comitê de Avaliação de Riscos da ECHA concluiu que os exames científicos disponíveis não cumprem com os critérios para classificar o glifosato como cancerígeno ou tóxico para a reprodução", afirmou a agência europeia -com sede em Helsinque- em comunicado.

Por isso, a ECHA decidiu manter sem mudanças a atual classificação de periculosidade química do glifosato como uma substância que causa graves danos oculares e que é tóxica para a vida aquática com efeitos duráveis.

Esta sentença passará por um controle rotineiro dentro da JOGA antes de ser enviada à Comissão Europeia (CE), organismo que, junto aos Estados-membros, examinará no final deste ano a possibilidade de renovar a autorização de utilizar o glifosato como substância ativa nos pesticida.

A Organização Mundial da Saúde classificou este produto químico como "provavelmente cancerígeno" e um grupo de organizações, entre elas Ecologistas em Ação e Amigos da Terra, lançaram uma campanha europeia para recolher um milhão de assinaturas exigindo sua proibição.

EFE   

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