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Vigilância Sanitária recolhe amostras de carne no RJ

19 mar 2017
13h23
atualizado às 13h23
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Técnicos da Vigilância Sanitária municipal do Rio iniciaram no sábado (18) a coleta de amostras de carnes e derivados em grandes supermercados da cidade, com o objetivo de verificar as condições dos produtos comercializados. A ação é uma consequência direta da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal para investigar adulteração e venda de carne estragada.

Neste sábado, uma equipe da Vigilância Sanitária recolheu amostras em dois supermercados da zona sul. Foram coletadas amostras de carne embalada a vácuo, resfriada e de carne moída, resfriada e embalada, ambas da empresa JBS, um dos alvos da operação da Polícia Federal.

No decorrer da próxima semana, a força-tarefa dos agentes da Vigilância Sanitária pretende recolher amostras também de embutidos e empanados de frango (nuggets). Todos os produtos recolhidos serão encaminhados para análises do Laboratório de Controle de Produtos do órgão municipal.

Frigoríficos embalavam novamente carnes vencidas e colocavam à venda, sob vista grossa de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento subornados
Frigoríficos embalavam novamente carnes vencidas e colocavam à venda, sob vista grossa de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento subornados
Foto: Agência Brasil

"O nosso foco não são os estabelecimentos em si. Nós estamos coletando os produtos de carne industrializados, mas durante a operação também verificamos as condições de armazenamento, de exposição, temperatura, higiene e integridade da embalagem", explicou a coordenadora técnica de alimentos da Vigilância Sanitária, Aline Borges, que esteve à frente da ação.

"A princípio estamos focando nos grandes supermercados porque neles encontramos esses produtos com maior facilidade", acrescentou.

Serão feitas análises microbiológicas, para verificar a contaminação por micro-organismos, como a salmonela; de rotulagem, para verificar a composição do produto, e de microscopia, para detectar corpos estranhos no alimento. Também serão feitos exames sensorial, que verifica cor, textura e odor, e físico-químico, que aponta se há deterioração e alteração na cor.

"Eu acredito que em torno de sete a dez dias teremos uma prévia", estimou Aline Borges. Ela informou que se o resultado dos exames for insatisfatório, a Vigilância Sanitária partirá para o recolhimento de todo o lote do produto no município do Rio. "Nesse caso, outras vigilâncias municipais serão acionadas, e também vamos entrar em contato direto com a Superintendência Estadual de Vigilância Sanitária, que é responsável por fiscalizar as indústrias", disse.

A técnica da Vigilância Sanitária municipal ressaltou a importância do consumidor verificar sempre se o produto de origem animal tem registro junto a um órgão de agricultura - secretaria ou ministério, além de checar a rotulagem, o prazo de validade, a integridade da embalagem e a higiene do local onde o produto está exposto.

"Caso chegue em casa e constate, ao abrir a embalagem, alteração de odor ou coloração, deve entrar em contato com a Vigilância Sanitária, através do telefone 1746", orientou.

Agência Brasil Agência Brasil

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