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Política

Protestos têm números divergentes; a certeza é que foi menor

Cavalcanti Alex / Especial para Terra

Mais uma vez, o Brasil foi tomado por manifestações, mas a adesão neste domingo ficou abaixo da esperada

12 abr 2015
20h03
atualizado em 13/4/2015 às 12h11
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Assim como no último dia 15 de março, diversos brasileiros saíram às ruas neste domingo (12) para protestar contra a corrupção e contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Os atos aconteceram em diversas cidades do País e em algumas cidades do exterior, mas não alcançaram a mesma adesão que as manifestações que aconteceram no mês passado.

<b>São Paulo - </b> Faixa pede impeachment da presidente Dilma
São Paulo - Faixa pede impeachment da presidente Dilma
Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas

Em São Paulo, por exemplo - onde o protesto do último dia 15 contou com 1 milhão de manifestantes - segundo estimativa da Polícia Militar (PM), cerca de 275 mil pessoas participaram do ato que, assim como da primeira vez, se concentrou na avenida Paulista, no centro da capital. O número também foi calculado pela PM. A exemplo do protesto passado, os números do Datafolha não foram iguais ao da PM. A estimativa do instituto é que cem mil pessoas foram ao ato em São Paulo. Os organizadores falam em 800 mil.

Segundo a polícia, no Brasil todo os protestos reuniram 700 mil pessoas; para os organizadores das manifestações, esse número chegou a 1,5 milhão, informou o Bom Dia Brasil.

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Segundo a Globo News , os atos aconteceram em pelo menos 24 Estados da federação. Em geral, os protestos foram pacíficos e não foram registradas grandes ocorrências em nenhuma região do País.

No Rio de Janeiro, o ato aconteceu em Copacabana e contou com a participação de 10 mil pessoas, segundo estimativas da PM. As pessoas que foram detidas ou cercadas por policiais na cidade estavam defendendo o PT ou Dilma, causando pequenos conflitos nos protestos.

Um homem foi levado pela PM após ser ameaçado pelos manifestantes. Ele havia respondido aos gritos de "vai para Cuba", dizendo "não sou comunista, sou um liberal".

Em Brasília, a PM afirmou que o ato reuniu 25 mil pessoas e que duas pessoas foram presas durante a manifestação. Um dos detidos se envolveu em uma briga de trânsito com um facão. O outro preso foi um morador de rua, que estava embriagado e foi acusado de tumultuar o protesto.

A PM ainda foi mobilizada por uma mochila abandonada atrás do Museu Nacional, em Brasília. O Bope foi chamado, mas foi constatado que não eram explosivos e sim roupas.

Manifestantes desaprovam pedidos de intervenção militar

Tanto em Brasília quanto em Porto Alegre, os grupos que pediam pela intervenção militar se separaram dos que reivindicavam o impeachment da presidente. Em Porto Alegre, tal divisão foi feita justamente pela Polícia Militar , que acompanhava o ato. Na capital gaúcha, a PM estima que 35 mil pessoas participaram do protesto.

SP: manifestante fica indignada com apologia aos militares

Em São Paulo, um grupo de caminhoneiros fechou as pistas da Marginal Pinheiros, em uma Carreata no sentido Interlagos. Em seguida, eles seguiram pela avenida Rebouças, em direção aos protestos na avenida Paulista, mas o caminho foi bloqueado pela polícia.

Após negociações, a passagem da carreata foi liberada, mas os caminhões não puderam trafegar na avenida Paulista. Seguiram, então pela rua da Consolação, em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital. O ato dos caminhoneiros aconteceu em apoio ao protesto contra a presidente, mas reivindicava também a redução do valor do pedágio e do combustível.

São Paulo - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tira fotos com manifestantes durante protesto contra o governo Dilma
São Paulo - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tira fotos com manifestantes durante protesto contra o governo Dilma
Foto: Alice Vergueiro / Futura Press

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi à manifestação em São Paulo e, além dos policiais militares, liderou os pedidos de selfies dos manifestantes. Tratado como uma celebridade, Bolsonaro sorriu e deu autógrafos.

Além do deputado, outras duas pessoas chamaram a atenção na manifestação na avenida Paulista: duas mulheres que não tiveram pudores no local, mesmo estando em meio ao público. Uma delas foi uma mulher que ficou nua e foi detida pelos policiais.

<b>São Paulo - </b> Empresária Juliana Isen, 30 anos, apareceu novamente com roupas provocantes no protesto de São Paulo
São Paulo - Empresária Juliana Isen, 30 anos, apareceu novamente com roupas provocantes no protesto de São Paulo
Foto: Débora Melo / Terra

A outra foi a empresária Juliana Isen, 30 anos , que ganhou fama no último protesto, depois de fazer um topless no dia 15 de março, também na avenida Paulista. Ela foi convidada para posar nua e ser capa da revista Sexy e aproveitou a manifestação deste domingo para divulgar o seu novo trabalho.

Terra

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