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Confio na Justiça, diz Richa após inclusão em lista de Janot

Governador do Paraná também negou ter recebido dinheiro da Odebrecht ou de empresas ligadas à empreiteira

16 mar 2017
16h49
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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse nessa quinta-feira (16) desconhecer o contexto que levou à inclusão de seu nome na segunda "lista de Janot" – como foi apelidado o documento contendo os 83 pedidos de abertura de inquérito registrados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

"Primeiro, estou contratando um advogado para que possa ter acesso a esse processo e o conhecimento nos fatos dos quais fui citado", afirmou, em entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, em Curitiba.

Além do tucano, mais quatro governadores foram mencionados nos acordos de colaboração premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem, no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras. São eles: Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo; Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais; Tião Viana (PT), do Acre; e Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro. Mesmo sob sigilo, as informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional , da TV Globo , na noite de ontem.

"Estou absolutamente tranquilo, confio plenamente na Justiça e sou o maior interessado de que isso seja profundamente, detalhadamente, o mais rápido possível investigado. Acredito que assim como vários outros citados já tiveram seus processos arquivados, o meu processo terá o mesmo destino", prosseguiu.

De acordo com o telejornal, Janot também pediu a abertura de inquérito sobre os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Há na relação, ainda, mais um ministro do presidente Michel Temer (PMDB-SP): Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Foto: Ricardo Gurriti / Futura Press

Doações

Questionado por jornalistas, Beto Richa negou ter recebido dinheiro da Odebrecht ou de empresas ligadas à empreiteira. "Não temos nenhuma doação. Nós temos um comitê financeiro em todas as campanhas legalmente constituído. Pessoas autorizadas por mim, parte desse comitê, são as únicas que podem fazer captação de recursos. Tudo está dentro da lei, todas as doações com origem licitas e sempre declarado na nossa prestação de contas, aprovada devidamente pela Justiça Eleitoral. Quero dizer que em todas as campanhas sempre fui muito cuidadoso com isso". O governador comentou ainda que suas prestações mereceram até mesmo reconhecimento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por serem detalhadas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é o responsável por julgar processos contra chefes do Executivo, que possuem foro privilegiado. Antes, contudo, os casos devem ser liberados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Os detalhes sobre as acusações envolvendo Richa não foram divulgados. Essa pode ser a segunda vez que ele entra na mira do STJ. Em março de 20116, a Corte autorizou a abertura de um inquérito contra o governador por conta das denúncias da Operação Publicano, relativas a um esquema de corrupção instalado na Receita Estadual do Paraná, em Londrina.

Especial para Terra

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