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ANP nega em nota acusações de corrupção divulgadas por revista

25 jul 2011
11h18 atualizado às 11h40
11h18 atualizado às 11h40
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Em nota divulgada à imprensa na manhã desta segunda-feira, a assessoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), rebateu acusações de irregularidades, fraudes e extorsões no órgão publicadas pela edição da revista Época desse final de semana. Uma reportagem revelou provas já obtidas em uma investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que incluem vídeos, nos quais assessores da ANP pedem propinas em nome do ex-superintendente do órgão, Édson Silva, dirigente do PCdoB.

A agência acusou a publicação de "veicular falsidades e desconsiderar dados verdadeiros que já lhe tinham sido informados há dois anos". O órgão garantiu que dois homens, flagrados em um vídeo pedindo propina para uma advogada que representa distribuidoras e postos de combustíveis, foram afastados em 2009 e nunca teriam sido assessores do órgão.

Já Edson Silva afirmou na nota que "jamais autorizou quem quer que seja a falar em seu nome ou fazer tratativas do tipo que a revista lhe atribui e nega que tenha havido qualquer encontro em um café nas cercanias da sede da ANP, no centro do Rio", como consta na reportagem.

Segundo a publicação, a ANP teria se transformado em uma "central de achaque", que, sob o comando do PCdoB, exige de postos e distribuidoras de combustíveis valores para destravar pendências na agência. Em vídeos, gravados com a ajuda do MPF e de uma advogada, é exposto um encontro com dois supostos assessores da agência, que exigem propina de R$ 40 mil para resolver um problema de um cliente dela.

Os funcionários da agência foram identificados como Antonio José Moreira e Daniel Carvalho de Lima. Nos diálogos, a dupla ainda fala explicitamente sobre a divisão do dinheiro e propõe uma parceria com a advogada. O histórico de outros dirigentes do órgão que teriam se envolvido em corrupção também é citado, o que inclui uma alusão à "lógica petista". Documentos e cópias de cheques também já estão sob posse da PF e o MPF.

A ANP sustenta que a revista se apoia em "denúncias levantadas há anos e que foram consideradas falsas, depois de ampla investigação por uma CPI do Senado Federal". A agência ainda garantiu não se eximir de fiscalizar e irregularidades no mercado, ao argumentar que "a prova maior disso é a qualidade dos combustíveis brasileiros, que estão de acordo com os melhores padrões mundiais".

O órgão ainda rechaçou as acusações de aparelhamento político, ressaltando que as gravações relacionando a ANP a esquemas de corrupção foram feitas antes da realização de dois concursos públicos que permitiram a contratação de mais de 650 servidores.

Fonte: Terra
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