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AC: empresas acusadas de fraude financiaram eleição de Tião Viana

13 mai 2013 16h04
| atualizado às 16h40
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Tião Vianna durante a campanha de 2010
Tião Vianna durante a campanha de 2010
Foto: Fábio Pontes / Especial para Terra

As empresas acusadas pela Polícia Federal de formação de cartel para dominar e fraudar as licitações de obras de pavimentação e habitação no Acre financiaram a eleição de Tião Viana (PT) ao governo do Estado em 2010. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cinco das sete empreiteiras envolvidas no esquema contribuíram para o caixa do PT.

As doações somaram R$ 255 mil. A MAV Construções, de José Adriano Ribeiro, preso pela PF, foi a líder de colaboração: R$ 80 mil. Em seguida, vem a Construterra, de Carlos Sasai, presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), que injetou na campanha do então candidato petista R$ 60 mil.

A Ábaco Engenharia, de propriedade do ex-diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) Sérgio Nakamura - denunciado pelo Ministério Público Federal por desvios nas obras da BR-364 - deu R$ 30 mil. A Albuquerque Engenharia e a Eleacre Engenharia contribuíram, respectivamente, com R$ 50 mil e R$ 35 mil. 

A Eleacre é de propriedade do vice-presidente da Fieac, João Francisco Salomão. Desde que Tião Viana assumiu o Palácio Rio Branco em 2011, essas empresas têm sido beneficiadas com licitações dos programas Ruas do Povo e Cidade do Povo. Segundo a polícia, as empresas se associaram em cartel para dominar o mercado acreano e eliminar a concorrência.

De seis contratos analisados pela polícia, que somam R$ 40 milhões, houve a constatação de desvio de R$ 4 milhões. Procuradas pelo Terra, as assessorias de imprensa do PT e do governo do Acre não se manifestarem até por volta das 16h desta segunda-feira.

Fonte: Especial para Terra
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